“Os estudos apresentados foram sobre pesquisas de utilização de medicamentos em Oncologia. Os resultados dos estudos demonstraram a necessidade de aperfeiçoar o tratamento ofertado aos pacientes com câncer de mama e de pulmão no Brasil“, resumiu Mário Jorge para o Nova Iguassu Online.
Depois de uma viagem de 36 horas desde que pegou um Uber em Nova Iguaçu em direção ao aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio, e de lá foi para São Paulo embarcar num avião para Toronto, com uma longa conexão para a cidade de Victória, o iguaçuano Mário Jorge Sobreira da Silva apresentou nesta sexta-feira (4) trabalhos no Congresso Internacional de Farmácia em Oncologia 2025 organizado pela Sociedade Internacional de Farmacêuticos em Oncologia (ISOPP) e Sociedade Canadense de Farmacêuticos em Oncologia (CaPhO) . A cidade de Victória, localizada na Colúmbia Britância, é uma província do Canadá.
É a sétima vez que Mário Jorge, funcionáio concursado do Ministério da Saúde, viaja, sempre a trabalho, para o exterior. De origem humilde, ainda faz do lotado trem do ramal de Japeri seu meio de transporte diariamente entre Nova Iguaçu e o Centro do Rio. É fiho de “Tio Mário” e de “Tia Diva”, pai de Maria Clara, João Pedro e Joaquim, a nova geração da família Guidone, de origem italiana, em Nova Iguaçu.
Marinho, como todos o chamam em Queimados, onde nasceu, e em Nova Iguaçu, onde reside, e sua esposa, a psicóloga Paula Guidone Pereira Sobreira, foram alguns dos profissionais de saúde voluntários que participaram de pesquisas para o desenvolvimento de vacinas Covid-19, como a da aztrazeneca, pelo Instituto e Pesquisa IDOR, que também colaborou com a Universidade de Oxford na pesquisa tida como a mais avançada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para obter a imunização contra a COVID-19.
O instituto IDOR liderou no Rio de Janeiro todo o processo de seleção de voluntários, aplicação da vacina, registro e análises dos dados coletados. Em 2021, durante a pandemia de coronavírus , o Brasil chegou à marca de 700 mil mortes por Covid-19.
Paula Guidone, uma ex-aluna do Instituto de Educação Santo Antônio ( IESA), é formada em Psicologia pela Universidde Gama Filho. Ela já trabalhou na Maternidade Mariana Bulhões, no hospital da Posse, e no Centro de Saúde Dr. Vasco Barcelos, onde integrou a equipe do Centro de Testagem Anônima para DST-AIDS nos anos 90. Paula Guidone é uma referência em pesquisas sobre sífilis nas cidades da Baixada Fluminense.

Farmacêutico atuante na área da oncologia com mais de 20 anos de experiência, Mário Jorge atualmente é Chefe da Divisão de Ensino Stricto Sensu, Docente do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva e Controle do Câncer, Docente do Programa de Pós-Graduação em Oncologia e Docente do Programa de Residência Multiprofissional em Oncologia do Instituto Nacional de Câncer. Ele atua como Diretor de Assuntos Institucionais da Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia (SOBRAFO), da qual já foi presidente.