Equipes do Corpo de Bombeiros continuam o trabalho de rescaldo na Ceasa, em Irajá, Zona Norte do Rio, na manhã desta sexta-feira (5), dois dias após o início do incêndio de grandes proporções. A medida de resfriamento é para evitar novos focos enquanto os escombros são removidos para limpeza.
O fogo foi controlado ainda na quarta-feira (3), dia do incidente, e não há chances de propagação. O Pavilhão 43 ficará parcialmente interditado. Dos 50 boxes do local, 28 foram destruídos; os demais poderão operar. Ninguém ficou ferido.
Relembre o incidente:
Incêndio no Ceasa em Irajá pic.twitter.com/TGqlpytH3m
— Déeh phos (@DeehPhos73371) December 3, 2025
Segundo a corporação, a forma como os produtos estavam armazenados nos boxes dificulta o trabalho. Informações preliminares indicam que o fogo teria começado em uma loja de alimentos, rapidamente atingindo estabelecimentos vizinhos que comercializam plásticos, papéis, bebidas e outros materiais de alta inflamabilidade.
O caso é investigado pela 27ª DP (Vicente de Carvalho). Em nota, a Polícia Civil informou que “peritos estiveram no local ontem e avaliam a necessidade de retorno nesta sexta-feira (5) para análises adicionais. Outras diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do incêndio”.
Lojistas relatam a possibilidade de um curto-circuito ter iniciado o incêndio.
Abastecimento não será afetado
O prefeito Eduardo Paes (PSD) esteve no local e afirmou que o episódio não deve afetar o abastecimento de alimentos na cidade. O local é a segunda maior central de abastecimento de alimentos da América Latina.
“Não terá risco de desabastecimento. Já conversei com os comerciantes e com a associação. A grande parte dos galpões é de grandes distribuidoras que têm outras bases, e isso dá um conforto”, disse Paes.
O prefeito também fez críticas às condições de armazenagem no entreposto e disse que não pretende conceder subsídios num primeiro momento.
“A maioria dos boxes que se incendiaram são de grandes empresas que têm outros boxes aqui. É preciso alertar: não dá para ficar bombeiro aqui de ‘babá de marmanjo’. Acho que os comerciantes têm que ter responsabilidade para evitar que esse tipo de coisa aconteça”, afirmou, completando: “Isso aqui é um equipamento do estado. O que podemos é colaborar. Conversei com a associação e vamos ver como será cada caso”.








