Bibi Ferreira morre aos 96 anos, após parada cardíaca

fevereiro 13, 2019 /

A grande diva do teatro brasileiro, Bibi Ferreira, morreu no início da tarde desta quarta-feira (13), aos 96 anos, após sofrer uma parada cardíaca. A Secretaria Municipal de Cultura informou que o velório vai ser no Teatro Municipal do Rio. O corpo de bibi será cremado.

Segundo informações, a atriz estava em sua casa, no Flamengo, quando passou mal. “Foi um infarto fulminante. Ela estava muito idosa, foi muito rápido. Foi sem sofrimento, graças a Deus. Ela tinha uma saúde de ferro, chegou a hora dela”, disse a neta Claudia Ferreira Gonzalez Lima.

História

Abigail Izquierdo Ferreira nasceu em 1º de julho de 1922. Filha de um dos maiores nomes das artes cênicas do Brasil, o ator Procópio Ferreira (1989-1979), e da bailarina espanhola Aída Izquierdo, Bibi – apelido que ganhou ainda na infância – estreou nos palcos com pouco mais de 20 dias de vida, ao apareceu no colo da madrinha, Abigail Maia, em encenação de “Manhãs de sol”, de Oduvaldo Vianna (1892-1972).

Nos anos 1960, Bibi estrelou outros dois dos musicais mais marcantes de sua carreira. O primeiro foi “Minha querida dama” (“My fair lady”), de Frederich Loewe e Alan Jay Lerner, adaptação de “Pigmaleão”, de George Bernard Shaw. No espetáculo, atuou ao lado de Paulo Autran (1922-2007) e Jaime Costa (1897-1967). Outro trabalho marcante foi “Alô, Dolly!” (Hello, Dolly!), versão da obra “The matcmaker”, de Thornton Wilder, com Hilton Prado e Lísia Demoro.

Já na década de 1970, Bibi foi o principal nome de “O homem de La Mancha”, musical de Dale Wasserman dirigido por Flávio Rangel e com letras adaptadas para o português por Chico Buarque.

Na Televisão, ela inaugurou a TV Excelsior com o programa ao vivo “Brasil 60”, levando os maiores nomes do teatro. A atração mudaria de nome nos anos seguintes (“Brasil 61”, depois “Brasil 62” e assim por diante). Ainda na mesma emissora, também apresentou o programa “Bibi sempre aos domingos”.

Ao longo da carreira Bibi Ferreira fez filmes, apresentou programas de TV, gravou discos e dirigiu shows. Também foi enredo da Viradouro no Carnaval do Rio em 2003. Recentemente, teve a vida e obra contadas no espetáculo “Bibi, uma vida em musical”, escrito por Artur Xexéo e Luanna Guimarães, com direção de Tadeu Aguiar. Na montagem, a protagonista foi interpretada por Amanda Costa.

Aloma Carvalho