A Alegria foi o tema do Baile da Melhor Idade, destinado aos usuários do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), ligados aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e da Atenção à Pessoa Idosa (API). Realizado sempre na última sexta-feira do mês, o evento acontece das 14h às 17h, na quadra do Country Club, no centro do município. Desta vez, a sua sexta edição, terminou em samba, com a participação do Grêmio Recreativo Escola de Samba Inocentes de Belford Roxo, que garantiu a folia. A promoção do acontecimento é da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc).

Alegria e animação
Integrante da API, Nucélia Maria da Silva, 67, não parava de dançar. “O baile é maravilhoso. Eu conto os dias para comparecer e me divertir”, afirmou. Marlene Holanda, 69, viúva, improvisou um enfeite no cabelo e foi para o baile. “Eu não faço parte de nenhum CRAS, mas pratico dança de salão há muitos anos. Estou em grupos de internet em que não se fala de outra coisa a não ser sobre o sucesso deste evento. Eu vim conferir”, comentou.
O baile, que começou em agosto do ano passado, é animado pelo cantor Nennen By Night. Tocando um teclado, ele relembra sucessos de todos os ritmos dos anos 60, 80, passando pelo forró, MPB, samba, rock nacional e internacional. O ambiente é decorado de acordo com o tema. Água, sucos, refrigerantes, caldos, fatias de bolo decorado e o tradicional cachorro-quente são servidos durante todo o período.
Ritmo de folia
Aos 76 anos, mãe de quatro filhos, cinco netos e dois bisnetos, Léa Oliveira Silva, do SCFV do CRAS Bom Pastor, não perde um baile. Para esta edição, ela foi fantasiada de noiva. “O baile é sensacional. Eu adoro demais e sempre vou com uma roupa, de acordo com o tema”, assegurou, ela, enquanto dançava na quadra. A costureira Rosa Maria dos Santos Maia, 75, também não perde um baile da Semasc. Vestida com fantasia de borboleta, se esbaldou na dança.
Assíduo no evento, o maratonista Dempsey Lima Filho, 81, ganhou dos participantes o apelido de “Rei do Baile”. A cada ritmo ele encontra uma parceira para bailar. “Com ele, a gente desliza, dançando suavemente”, comenta Nilcéia Silva, 55. Também na pista de dança, Ana Maria Gustavo de Oliveira, do CRAS Wona, não escondia a alegria. “Hoje eu estou feliz, porque eu danço, porque eu canto”, garantiu.