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Turista brasileira é encontrada na Indonésia, mas Juliana Marins ainda não foi resgatada

Juliana foi localizada com a ajuda de um drone com sensor térmico. Foto:Instagram.

A turista brasileira Juliana Marins, que se acidentou na cratera de um vulcão na Indonésia, foi encontrada nesta segunda-feira (23), segundo informações divulgadas pelas autoridades daquele país. A Agência Nacional de Busca e Salvamento da Indonésia (Basarnas) informou que ela foi localizada, com a ajuda de um drone com sensor térmico, às 7h05 desta segunda-feira, no horário local (20h05 de domingo, na hora de Brasília). Juliana, publicitária, mora em Niterói. Ela fazia um mochilão pela Ásia.

Juliana caiu em um penhasco enquanto caminhava por uma trilha que margeia a cratera do monte Rinjani, um vulcão ativo, no sábado (21). De acordo com a Basarnas, ela está a cerca de 500 metros do ponto onde ela caiu, na área de Cemara Nunggal. O telefornal Hora Um ( Tv Globo) exibiu hoje um vídeo mostrando o esforço da equipe de resgate para chegar até Juliana;

O terceiro dia de busca e resgate foi encerrado na noite desta segunda-feira (23), no horário local (madrugada desta segunda-feira no horário de Brasília), devido a condições meteorológicas adversas.

A Basarnas informou ainda que enviará um helicóptero na manhã de terça-feira (24), no horário local, com membros de seu grupo especial, para resgatar a turista brasileira.

“A gente segue na esperança de que a Juliana seja resgatada e volte bem para casa”, afirmou sua irmã, Mariana Marins, em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Três planos de resgate

A família da brasileira afirmou pelas redes sociais que há três planos de resgate em andamento no local em que a brasileira está. No entanto, não há a possibilidade de uso de um helicóptero devido às condições climáticas.

A família não deu mais detalhes dos planos em vigor. A publicitária de 26 anos está desaparecida desde o último sábado, quando caiu de um penhasco que circunda a trilha junto à cratera do vulcão.  

Juliana está imóvel

Drones térmicos sobrevoaram o local do acidente e constataram que Juliana estava imóvel em uma costa rochosa do monte.

Segundo informações iniciais, ela sofreu uma queda de aproximadamente 300 metros e permanece, desde então, sem água, comida ou roupas adequadas para o frio.  

Localização exata de Juliana 

Na madrugada desta terça-feira (24), 10h49 no horário local, equipes de resgate desceram 400 metros do penhasco, mas estima que a localização exata de Juliana seja a cerca de 650 metros de distância do topo da trilha.  

O local costuma ter forte neblina nesta época do ano e é considerado de difícil acesso.

“Estava bem mais longe do que estimaram ontem”, disse a irmã de Juliana pelas redes sociais. 

Às 15h45, no horário local (manhã de terça, no horário de Brasília), as equipes ainda não haviam chegado até Juliana.  

Mariana tem criticado as autoridades indonésias por prestar informações desencontradas, por falhas no planejamento do resgate e pela demora em trazer sua irmã de volta.

“Eles seguem muito lentos. No primeiro dia de resgate, eles demoraram 17 horas para chegar ao local, dez horas a mais que o tempo que eles deveriam levar. Para a gente, está sendo um absurdo essa parte do resgate, afirmou. “A Juliana está lá sozinha mais uma noite [indonésia], sem comida. Ela não recebeu comida nenhuma, água nenhuma, agasalho nenhum.”

A família está com esperanças de que um alpinista independente, que é experiente neste tipo de situação e que conhece a região, consiga chegar até Juliana ainda na noite desta segunda-feira (no horário local).

“Ele já chegou no parque [Monte Rinjani] e está indo até o ponto onde a Juliana caiu, para ele poder descer e conseguir o resgate de Juliana junto com a equipe. E ele está com um companheiro de alpinismo também”, disse Mariana.

Mariana também criticou a forma como o guia que liderava o grupo de turistas lidou com a situação, deixando que sua irmã ficasse para trás. “No segundo dia [da trilha], ela ficou cansada, falou que não sabia se conseguiria subir. Vi entrevistas com montanhistas que dizem que isso acontece com frequência, porque é uma altitude de mais ou menos 3 mil metros, com poeira de vulcão. E uma fatalidade aconteceu”

Segundo ela, Juliana, que está viajando, como mochileira desde fevereiro, tinha bom preparo físico mas não era especialista em montanhismo. “Ela estava ali como qualquer turista, para conhecer o local, pela vista. No grupo dela, ninguém era especialista em nada de montanhismo, porque esse é um passeio que é vendido como um passeio para turistas, que vão com um guia para conhecer o local”.

Mariana pede ainda que o governo brasileiro pressione a Indonésia para agilizar o resgate da irmã.

“A gente precisa de agilidade. Tudo o que a Juliana precisa é de velocidade. Tudo o que ela não tem agora é tempo”.

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