Presidente dos EUA afirmou à jornalista nesta sexta-feira (1º) que o petista pode ligar para ele “a qualquer momento” e declarou: “eu amo o povo brasileiro”
Após o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ligar para ele “a qualquer momento” para discutir tarifas e outros conflitos entre os países, o representante brasileiro usou as redes sociais para falar que sempre esteve aberto ao diálogo.
Contudo, Lula voltou a defender a soberania do Brasil diante das sanções aplicadas ao país

“Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”, escreveu Lula na noite desta sexta-feira (1º).
Mais cedo, em entrevista à jornalistas no jardim da Casa Branca, Trump disse: “Ele [Lula} pode falar comigo quando quiser. Vamos ver o que acontece, eu amo o povo brasileiro” e finalizou afirmando que “as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”.
As declarações ocorrem em meio a um momento de tensão na relação entre os dois países. Na quarta-feira (30), Trump assinou uma ordem executiva que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, alegando práticas do governo Lula que prejudicariam empresas americanas, violariam a liberdade de expressão e afetariam interesses estratégicos dos EUA.
Antes mesmo das falas de Donald Trump, auxiliares diretos do presidente Lula já vinham falando na possibilidade de um encontro entre os dois à margem da Assembleia Geral da ONU, que ocorre em Nova York na segunda semana de setembro.
Pesquisa do Gerp mostra aprovação do governo Lula
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 37% dos brasileiros e reprovado por 56%, segundo a pesquisa Gerp divulgada nesta sexta-feira, 3. Cerca de 7% dos entrevistados não sabem ou não responderam. O levantamento reforça a tendência de melhora na avaliação positiva da gestão petista desde o início do tarifaço imposto pelo governo americano.
Na quarta-feira, Donald Trump confirmou a taxa de 50% sobre os produtos brasileiros, mas com diversas isenções.
Na comparação com a pesquisa divulgada em junho, a aprovação subiu cinco pontos percentuais, maior alta desde fevereiro deste ano. A desaprovação caiu três pontos e está no menor patamar da série histórica.
Essa é a sétima rodada da pesquisa que mede a popularidade da gestão petista.
O discurso de defesa da soberania nacional tem encontrado eco com a população, principalmente nas redes sociais.
Na justificava das sanções, o governo americano acusa o Brasil de realizar uma caça às bruxas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
o governo Lula tem três programas já anunciados pelo presidente, mas que ainda não foram formalizados.
O programa Gás para Todos, com ideia de beneficiar 17 milhões de famílias de baixa renda, medida para compra de carros e motocicletas para trabalhadores de aplicativos, além de oferecer uma linha decrédito para que as famílias façam pequenas reformas nos seus domicílios.
No recorte por região, Lula tem as piores avaliações entre os moradores do Sul do país, com 62%, e do Norte, com 64%.
O maior percentual de aprovação é observado no Nordeste, histórico reduto petista, com 47%. A região é a única onde a avaliação positiva supera a negativa.
No Sudeste, a aprovação é de 38% e a reprovação é de 58%.
Por idade, o melhor resultado do petista é entre as pessoas 45 e 59 anos. A maior rejeição é vista entre 16 e 34 anos.
O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 29 de julho de 2025, com 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um grau de confiança de 95,55%.








