Eduardo Paes critica Cláudio Castro e questiona operação após prisão de vereador do PSD

"Governador é omisso e conivente com aliados que se envolvem com o crime", ataca o prefeito em gravação nas redes

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), fez na noite desta quarta-feira, 11, uma manifestação pública nas redes sociais acusando o governador Cláudio Castro (PL) de fazer uso político da Polícia Civil. Na manhã de hoje, o vereador Salvino Oliveira, do mesmo partido do alcaide, foi preso por supostamente ter negociado com o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, autorização para realizar campanha eleitoral na Gardênia Azul, comunidade sob domínio do Comando Vermelho. Numa gravação, Paes foi para o ataque contra Castro: “Governador é omisso e conivente com aliados que se envolvem com o crime”, diz o pré-candidato a governador, acrescentando que “causa muita estranheza operação da Polícia Civil contra vereador do PSD justamente nesse momento” e afirmando que a ação tem “caráter eleitoreiro”.

Sem citar nomes, fora o do ex-deputado TH Joias, Paes lembrou de operações da Polícia Federal que miraram aliados de Castro. “O que não dá para aceitar é o que venho denunciando há muito tempo: o uso político das forças policiais comandadas pelo governador Cláudio Castro, e muito menos a infiltração do crime organizado na política, um dos problemas centrais da grave crise de segurança pública que a gente vive no Rio de Janeiro. Só essa semana mais um ex-subsecretário foi preso por suspeita de ligação com tráfico”. Na segunda-feira, a PF prendeu o delegado federal Fabrízio Romano, sob suspeita na investigação que atingiu TH Joias, dentro da Operação Anomalia. A ação tinha como alvos também advogados e o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena. Carracena, na verdade, já estava preso, e agora acumula mais um mandado de prisão. Ele teria recebido propina para auxiliar no processo de extradição de um traficante.

No vídeo, Paes diz querer mostrar a diferença entre ele e Castro e seu grupo político. “Quero dizer aqui que, se ficar comprovado qualquer envolvimento do vereador ou qualquer quem seja, serei o primeiro a cobrar punição e exigir que a Justiça seja feita. Aqui não se passa mão na cabeça de quem faz coisa errada”, ressalta, ao mesmo tempo em que defende Salvino, chamado de jovem vereador eleito, de origem simples, nascido na Cidade de Deus, “que nunca fez pedido sobre quiosques”. O vereador foi secretário da Juventude na prefeitura.

Numa subida de tom nessa pré-campanha, o prefeito ainda afirma que Castro está acuado por causa de denúncias como a do Ceperj. Mais cedo, Castro postou o vídeo da prisão do vereador, acusando o parlamentar de ser “braço direito do Comando Vermelho dentro da Prefeitura do Rio”.

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