Ícone do site Nova Iguassu Online

Após Alerj votar para soltar Rodrigo Bacellar, Alexandre de Moraes determina uso de tornozeleira

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), deve ser solto da prisão e passe a usar tornozeleira eletrônica.

A decisão ocorreu depois que os deputados estaduais do Rio de Janeiro votarem para revogar a prisão do parlamentar. Foram 42 votos a favor de revogar a prisão, 21 contra e 2 abstenções — para relaxar a prisão, eram necessários ao menos 36 votos favoráveis.

Moraes acatou a decisão, mas decidiu impor medidas cautelares:

De acordo com a decisão de Moraes, o aparelho para monitorar Bacellar deve ser instalado “imediatamente assim que for cumprido o alvará de soltura”.

“Assim sendo, presentes os mesmos requisitos da decretação da prisão do Deputado Estadual Rodrigo da Silva Bacellar, em face da decisão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro de revogá-la, torna-se necessário a substituição da medida restritiva de liberdade por medidas cautelares que garantam a investigação criminal, a ordem pública e assegurem a aplicação da lei penal”, afirmou Moraes, na decisão.

Caso alguma das medidas seja descumprida, decidiu Moraes, deve ser aplicada multa de R$ 50 mil por dia.

Prisão de Bacellar

Bacellar foi preso pela Polícia Federal (PF) no dia 3 sob suspeita de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual TH Joias foi preso.

Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou de ser deputado após sua prisão.

g1 apurou que Bacellar foi preso dentro da Superintendência da PF no Rio, na Praça Mauá, após “ser convidado” para uma “reunião” pelo próprio superintendente, Fábio Galvão. O presidente da Alerj recebeu voz de prisão tão logo chegou — e seu celular foi apreendido.

A PF apreendeu R$ 90 mil no carro em que estava o deputado — ele ficou em silêncio quando questionado sobre o dinheiro.

Sair da versão mobile