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André Ceciliano, candidato de Lula e de Paes, avança na disputa pela presidência da Alerj

Bancada Do Pt

Na foto, André Ceciliano após reunião com Elika Takimoto, Marina do MST, Allyson Elias, Zeidan e Adilson Pires. Verônica Lima e Leonel de Esquerda não compareceram.

Além da vitória espetacular de Lula e do apoio do PT nacional e estadual , o deputado estadual eleito André Ceciliano conquistou, ontem (3), o apoio dos nove deputados da bancada de seu partido para comandar as negociações políticas que poderão levá-lo a presidir novamente a Assembleia Legislativa do Rio a partir de 2027.

O adversário de Ceciliano é Anderson Moraes, do PL, ex-secretário do governo Cláudio Castro, unha e carne com o fujão Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula numa virada histórica no segundo turno da eleição presidencial. Anderson, no entanto, ainda disputa a preferência do PL com Guilherme Delaroli, vice-presidente da Alerj.

A favor de André, ainda, está a mobilização das ruas. Nas redes sociais, estudantes e artistas famosos , como Fernanda Abreu, começaram , em manifestações de rua, a exigir do STF o segundo turno para governador do Rio depois da lambança da Justiça eleitoral ao permitir que o eleitor fosse às urnas e lá encontrasse, sorridente, a foto do candidato Anthony Garotinho (Republicanos).

Mais de 200 mil pessoas votaram em Garotinho achando que ele era candidato a governador em 4 de outubro último e não um laranja que, mais adiante, com Douglas Ruas à frente de Eduardo Paes, abriu mão do recurso judicial que abriu o caminho para toda esta confusão que não legitima a transição de governo tocada a toque de caixa por um Ruas em situação capenga de “governador eleito”.

O Supremo Tribunal Federal, ao qual a coligação da candidatura de Paes recorreu, já anunciou que este imbróglio será decidido no próximo dia 23. Até lá, recomenda-se cautela.

A candidatura de André Ceciliano, próxima de Lula, é a saída para que se devolva à Alerj sua função de mediadora de futuros conflitos políticos do governo estadual do Rio com o governo federal. Ceciliano já provou inúmeras vezes sua prática conciliadora em defesa dos interesses do Rio. Paes também voltou às redes sociais para cobrar do STF uma oportunidade para que os eleitores do Rio definam, com transparência e nas urnas, o nome daquele que terá a missão de tirar o Rio do atoleiro em que se encontra.

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