Alunos da rede pública de Queimados debatem sobre racismo

março 16, 2018 /

Se é de pequeno que se aprende, como diz o ditado popular, os alunos do 8° ano da rede pública municipal de Queimados, na Baixada Fluminense, estão no caminho certo. Em pauta nos debates das redes sociais e, também, na mídia, o preconceito racial é tema amplamente abordado pela secretaria municipal de Educação nas escolas locais. Desde a última quarta (14) até o próximo dia 20, cerca de 400 alunos assistirão ao filme “Vista a minha Pele”, de Joel Zito Araújo, e participarão de rodas de conversas onde o racismo é intensamente debatido. Nesta sexta (16), o projeto foi realizado na escola municipal José de Anchieta, no bairro Ponte Preta

As primeiras unidades a receberem o projeto foram as escolas Joaquim de Freitas (Bairro Vila São João) e Leopoldo Machado (Centro), Santo Expedito, Alberto Pirro, José de Anchieta (Bairro Ponte Preta) e Scintilla Exel (Belmonte). O projeto se encerra na próxima semana atendendo os alunos da E.M Washington Manoel de Souza (Centro) e Gilvanei Pereira da Fonseca (São Francisco).

No total, a secretaria municipal de Educação estima a participação de cerca de 500 alunos nas atividades. A iniciativa é alusiva à organização do movimento negro que, desde o dia 6 de março, está reunindo diversas entidades, públicas e privadas, para construir um calendário em comum de atividades e iniciativas que questionam as desigualdades vivenciadas diariamente pela população negra.

O secretário da pasta, Lenine Lemos, destaca a importância de falar sobre racismo e intolerância dentro da sala de aula: “O preconceito é um mal real na nossa sociedade, infelizmente. Precisamos falar sobre isso nas escolas, em casa, nas igrejas, e conscientizar nossos jovens, crianças, assim como toda comunidade do quão deplorável é este tipo de comportamento”, ressaltou.

O filme

O curta “Vista minha pele” é uma paródia da realidade brasileira, para servir de material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala de aula. Nessa história invertida, onde os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Os países pobres são, por exemplo, Alemanha e Inglaterra, e os países ricos são, por exemplo, África do Sul e Moçambique.

Foto: Igor Lima/Divulgação

Aloma Carvalho