Alerj instala CPI para investigar morte de jovens no estado

fevereiro 27, 2018 /

A partir desta terça-feira (27), as mortes de jovens fluminenses, negros e pobres, passarão a ser investigadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A Comissão Especial de Inquérito responsável pelo trabalho será instalada às 11h, na sala 311 do Palácio Tiradentes. No encontro, serão eleitos o presidente, o vice-presidente e o relator da CPI.

Jovens negros morrem quatro vezes mais que os brancos no Brasil, segundo o relatório apresentado em 2016 pela CPI do Senado sobre o “Assassinato de Jovens”. No Rio de Janeiro, dados do Instituto de Segurança de Pública (ISP) mostram que dos 1.227 assassinatos ocorridos até março de 2017, metade tinham até 29 anos.

“Precisamos investigar e debater com a sociedade os motivos dos óbitos e sugerir caminhos para evitar que nossos jovens percam a vida tão precocemente. Esse é nosso objetivo com esta CPI”, declarou o deputado Zaqueu Teixeira (PDT), que propôs a criação da Comissão.


Alerj instala Comissão Especial para apurar causas de desaparecimento de pessoas

De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), cerca de 30 mil pessoas desapareceram na cidade do Rio entre 2002 e 2017. O alto número chamou a atenção da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que vai instalar nesta terça-feira (27/02) uma Comissão Especial para apurar as causas, propor soluções sobre o tema e monitorar dados relativos ao crime no estado. A instalação será às 14h, na sala 311 do Palácio Tiradentes.

“Esta comissão tem a finalidade de apurar o resultado das investigações sobre as crianças desaparecidas. Não temos o resultado prático de quantas crianças foram localizadas já e o que ocorreu com elas. Elas são de onde? De que parte do estado? Queremos discutir este questionário para que possamos dar transparência ao que está acontecendo”, disse o deputado que será presidente da comissão, Dionísio Lins (PP).

Aloma Carvalho