Colegiado proposto pelo presidente da Casa, Douglas Ruas, vai analisar despesas dos três poderes em meio à previsão de déficit de R$ 13 bilhões nas contas do estado em 2027
Em meio ao cenário de crise fiscal enfrentado pelo governo do Rio, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) vai criar uma comissão especial para discutir medidas de redução da máquina pública e corte de gastos. A proposta foi anunciada nesta terça-feira pelo presidente da Casa, Douglas Ruas, durante reunião da Mesa Diretora e será apresentada oficialmente ao colégio de líderes da Casa.
Segundo a presidência, o colegiado deve ser composto por cinco integrantes — três parlamentares do PL, um representante da federação União Brasil-PP e um do PSD — e ficará responsável por elaborar estudos e propostas voltadas ao enxugamento da estrutura administrativa do estado.
A ideia, segundo Ruas, é ampliar o debate sobre austeridade fiscal, controle de despesas e modernização da gestão pública.
A comissão deverá analisar o orçamento dos três poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — com foco no acompanhamento da evolução das despesas públicas e na busca por mecanismos de equilíbrio fiscal sem comprometer serviços essenciais.
Nos bastidores da Alerj, a criação do grupo ocorre em meio à preocupação crescente com o cenário financeiro do estado e às discussões em torno da necessidade de revisão de gastos permanentes do estado. Alguns deputados acreditam que a monobra também seja uma respostas as frequentes exonerações promovidas pelo governador em execício Ricardo Couto.
Comissão de orçamento vai discutir projeto do executivo
A discussão ganha peso às vésperas do início da tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 na Alerj. Nesta quarta-feira, a Comissão de Orçamento começa a debater o projeto enviado pelo Executivo estadual, que já prevê um déficit de aproximadamente R$ 13 bilhões nas contas do governo no próximo ano.
As projeções apresentadas pelo governo estadual também indicam cenário negativo para os dois exercícios seguintes, aumentando a pressão por medidas de contenção de despesas e revisão da estrutura administrativa.
A expectativa entre parlamentares é que a comissão especial funcione como um espaço permanente de discussão sobre eficiência da máquina pública, avaliação de contratos, revisão de despesas e aprimoramento dos mecanismos de controle orçamentário do estado.
