Alerj aprova “Lei Maju” contra cyberbullying a pessoas com deficiência

A Alerj aprovou a “Lei Maju”, que cria estratégias de combate ao cyberbullying contra pessoas com deficiência; proposta homenageia a influenciadora Maju de Araújo

Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta terça-feira (25), em segunda discussão, o Projeto de Lei 2.715/23, que estabelece medidas para o combate ao assédio on-line e ao cyberbullying direcionado a pessoas com deficiência. A proposta, de autoria original do deputado Fred Pacheco (PMN), foi batizada de “Lei Maju de Araújo”, em homenagem à modelo e influenciadora com Síndrome de Down, que foi alvo de ataques nas redes sociais. O texto segue para sanção do governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

“Essa medida visa a impedir que covardes ajam de maneira impune nas redes sociais. Fizemos questão de dar o nome da Maju porque ela foi vítima desses ataques, assim como muitas outras pessoas com deficiência”, afirmou Fred Pacheco.

Presente no plenário durante a votação, Maju de Araújo, de 22 anos, celebrou a aprovação. “Eu estou muito feliz com essa lei e quero mandar um beijo para os meus amigos, minha família e meus fãs”, disse. Ao seu lado, a mãe, Adriana Araújo, destacou a importância da iniciativa. “Pessoas com deficiência são capazes, têm potencial. Pela Maju ser pioneira na moda, sentimos a responsabilidade de proteger outras pessoas como ela. Essa lei busca tornar as redes sociais mais acolhedoras e seguras”, afirmou.

Entre as diretrizes da proposta estão a criação de canais de denúncia específicos no âmbito do Poder Executivo, além da obrigatoriedade de plataformas digitais promoverem ações educativas sobre respeito à diversidade, inclusão e normas de conduta on-line. As redes também deverão garantir acesso à informação por meio de intérpretes de Libras, promovendo a acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva.

As sanções previstas aos autores de ataques incluem advertência, suspensão temporária ou permanente da conta e comunicação às autoridades policiais, conforme a gravidade da conduta.

A proposta ainda autoriza a criação de um comitê multidisciplinar, formado por representantes do poder público, entidades de defesa dos direitos das pessoas com deficiência, especialistas em tecnologia e demais setores da sociedade civil.

O texto conta com a coautoria dos deputados Carlos Minc (PSB)Marcelo Dino (União)Dani Balbi (PCdoB)Franciane Motta (Pode)Verônica Lima (PT)Lucinha (PSD)Jari Oliveira (PSB)Valdecy da Saúde (PL)Elika Takimoto (PT)Bruno Boaretto (PL)Dionisio Lins (PP) e Dani Monteiro (PSOL).

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