Carioca do Rocha, filho de um carvoeiro, Jorge Gama volta nesta quinta_feira ( 25) , aos 84 anos, a ocupar a tribuna da Câmara de Nova Iguaçu, cidade que lhe deu mandatos de vereador ( 1976_ 1978, com 3.857 votos) e mais tarde deputado federal ( 38.347 votos) , pelo PMDB, partido que ele presidiu na década de 80, com atuação destacada no comando, no Rio, da campanha Diretas_Já.
Gama vai lançar A política em estado de alerta, com apresentação da editora Ana Carolina Chungara. O livro tem 114 páginas e foi editado pela Semeando Letras. A obra de Jorge Gama não será vendida. Para os que desejarem contribuir, o autor colocará em local visível o PIX da obra social Luz de Escol, uma instituição de acolhimento de idosos em Nova Iguaçu.
– O livro surgiu do interesse em reunir opiniões isoladas sobre diversos temas institucionais, tais como: fragmentação partidária, judicialização da política, politização das decisões judiciais, sequestro do orçamento pelo Congresso, demarcação de terras indígenas e anistia – resume Jorge Gama.ao Nova Iguassu Online.
-O professor Ricardo Bernardes – prossegue Jorge Gama- elaborou a edição e publicou nas oficinas do Alberto Ahmed . Há 50 anos, em 1976 fui eleito Vereador e por essa razão vou lançá-lo na Câmara, com apoio do Presidente Márcio Guerreiro. É uma iniciativa de quem já está fora e tenta observar esse momento político onde as crises se renovam diariamente.
Os limites de Jorge Gama
_ Não falo como jornalista, historiador, sociòlogo, nem mesmo escritor, não tenho essas características. Falo como quem participou da vida política eleitoral, parlamentar, partidária, junto aos movimentos sociais. Esses são os limites de minha participação_ afirma Jorge Gama, atualmente envolvido em projetos da Arcádia Iguaçuana dos Amigos da Arte e da Cultura.
Além de mandatos como vereador e deputado federal, Jorge Gama tentou, sem êxito, ser vice-governador do Rio na chapa de Miro Teixeira em 1982. Ele foi secretário estadual de Governo e do Trabalho na administração Moreira Franco ( 1987_1990), Representante do Ministério dos Transportes no Rio no governo Sarney e secretário municipal de Governo e de Saúde quando Mário Marques , então vice_prefeito, substituiu Nelson Bornier quando este deixou a prefeitura de Nova Iguaçu em 2002 para eleger_se deputado federal.