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AO VIVO : ABI reúne especialistas, policiais e jornalistas para debater “O Nó Cego da Segurança no Rio”

Seminário analisará novas estratégias para superar a lógica do confronto; Secretário de Segurança, Victor Santos, faz palestra de abertura.

Em um momento crítico para a segurança pública do Rio de Janeiro, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) sediará nesta terça-feira (18) o seminário “O Nó Cego da Segurança no Rio: Novas Estratégias para Superar o Confronto e Salvar Vidas”. O evento, que acontece das 10h às 18h, no sétimo andar da sede histórica da entidade, reunirá autoridades, acadêmicos, operadores de segurança das polícias Civil e Militar e jornalistas para um debate profundo e multidisciplinar sobre os rumos do combate ao crime no estado.

O objetivo central do seminário é buscar alternativas viáveis que ultrapassem a atual e trágica lógica do confronto, que vitimiza diariamente moradores de áreas conflagradas e agentes de segurança. O Rio de Janeiro enfrenta o desafio complexo da retomada de territórios dominados por facções do tráfico e grupos milicianos, e a ABI, cumprindo seu papel histórico de fórum de debates da sociedade civil, abre suas portas para uma discussão qualificada e propositiva.

A abertura do evento será feita pelo presidente da ABI, o jornalista Octavio Costa, que contextualizará a urgência do debate.

Em seguida, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, falará sobre “Retomada de territórios dominados pelo tráfico e pela milícia”. Será uma oportunidade crucial para que o poder público apresente o diagnóstico atual, as estratégias em curso e as perspectivas da pasta para reverter o cenário de violência.

A seguir, a ABI apresentará o vídeo da EBC, ganhador do prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos este ano, no qual Ana Paula Gomes de Oliveira, vencedora do prêmio Martin Ennals, e tantas outras mães falam sobre suas lutas sem direito ao luto.

Após o vídeo será ouvida Patricia Oliveira, irmã do sobrevivente da Candelária, Wagner dos Santos. Há 20 anos Patricia participa da Rede de Comunidades e Movimentos contra a violência

Mesa 1: Segurança Pública: O que fazer? (11h)

O primeiro painel do dia, com início às 11h, colocará em perspectiva a questão central: “O que fazer?”. O debate reunirá três vozes com vasta experiência prática e acadêmica no campo da segurança.

Participam Ibis Pereira, advogado, Coronel da Reserva da PMRJ e Doutor em História Política, conhecido por sua análise crítica e profunda das estruturas de policiamento; Leonardo Affonso, Delegado da Polícia Civil do RJ e presidente do Sindicato dos Delegados (SINDELPOL-RJ), trazendo a visão da polícia judiciária e os desafios da investigação; e Antonio Carlos Carballo, Coronel da Reserva da PMRJ, que foi diretor geral de ensino da corporação e Coordenador do GPAE (Grupamento de Policiamento de Áreas Especiais), a unidade que antecedeu as UPPs, trazendo um conhecimento único sobre projetos de policiamento comunitário e de proximidade.

Este painel buscará respostas sobre falhas e possíveis acertos em modelos de policiamento, a necessidade de integração e os caminhos para uma polícia mais eficiente e menos letal. A mediação será da jornalista Paula Mairan, com vasta experiência na cobertura de segurança, que acompanhou de perto a CPI das milícias e integrou a equipe que elaborou o relatório da CPI das armas.

Após o intervalo de almoço, o seminário retoma às 14h.

Mesa 2: Proliferação de armas pesadas e Sistema financeiro do crime (14h)

A segunda mesa mergulhará nos pilares que sustentam as organizações criminosas: o poder de fogo e o dinheiro. Nenhum debate sobre segurança avançará sem o entendimento claro das rotas do tráfico de armas e dos mecanismos de lavagem de dinheiro que financiam o crime organizado.

Para debater o tema, o painel contará com Carolina Christoph Grillo, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora do GENI/UFF (Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos), uma das principais referências acadêmicas no estudo das facções e milícias no Rio; Eduardo Santos de Oliveira Benones, Procurador da República (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro), que atua diretamente na asfixia financeira de grupos criminosos; e Ignacio Cano, sociólogo, professor da UERJ e membro do Laboratório de Análise da Violência (LAV-UERJ), que trará dados e análises sobre o impacto da proliferação de armas na letalidade violenta.

A mediação será do jornalista Antonio Werneck, repórter investigativo com vasta experiência na cobertura de segurança e crime organizado.

Mesa 3: O papel da imprensa na cobertura da segurança pública (16h)

Encerrando o evento, a Mesa 3 trará o debate para o cerne da ABI: o jornalismo. “O papel da imprensa na cobertura da segurança pública” discutirá os desafios éticos, os riscos físicos e as narrativas construídas pela mídia ao cobrir um tema tão complexo.

O painel é formado por profissionais que vivem essa realidade em diferentes frentes: a repórter Clara Nery, da Band, que está diariamente nas ruas cobrindo operações; o jornalista Chico Otavio, professor da PUC/RJ e um dos mais respeitados repórteres investigativos do país; e Fabio Leon, Coordenador de Comunicação do Fórum Grita Baixada e repórter do Rio On Watch, trazendo a perspectiva crucial da comunicação comunitária e dos territórios periféricos.

Completam o time o jornalista Marcelo Auler, repórter e comentarista do site e TV 247, com foco na fiscalização dos agentes públicos; e Sergio Ramalho, escritor e jornalista, autor do livro “Decaído”, vencedor do 47° Prêmio Vladimir Herzog por sua investigação sobre a corrupção policial. A mediação será da jornalista Cecilia Oliveira, diretora executiva do Instituto Fogo Cruzado.

O evento é gratuito, aberto ao público e com transmissão pelo youtube.

Link para a apresentação da manhã: https://youtube.com/live/32GmWXHGjTY?feature=share

Link para apresentação da tarde:

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