Novo equipamento no Rio Imagem Centro permitirá cerca de mil exames mensais pelo SUS e fortalece prevenção contra fraturas
Considerada uma das principais causas de incapacidade funcional no envelhecimento, a osteoporose é uma doença silenciosa que costuma ser descoberta apenas após fraturas graves, muitas vezes capazes de comprometer definitivamente a autonomia de idosos. Para ampliar o diagnóstico precoce e fortalecer a prevenção, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) passou a oferecer exames de densitometria óssea também no Rio Imagem Centro, na capital, desde segunda-feira (1/6). A unidade é gerida pela Fundação Saúde.
O novo equipamento atenderá 600 pacientes por mês, realizando até mil exames. A densitometria óssea é o principal exame utilizado para identificar precocemente a perda de massa óssea, permitindo diagnosticar doenças como osteopenia e osteoporose antes do surgimento de fraturas. De acordo com o diretor-geral do Rio Imagem Centro, Roger Ancillotti, o exame é estratégico para o Sistema Único de Saúde (SUS) justamente por atuar na prevenção e reduzir complicações associadas ao envelhecimento.
“A osteoporose evolui silenciosamente e, muitas vezes, o paciente só descobre a doença após sofrer uma fratura. A densitometria permite diagnosticar precocemente a perda de massa óssea, reduzindo fraturas, internações prolongadas, cirurgias e custos com reabilitação”, explica o médico radiologista.
A doença acomete principalmente mulheres na pós-menopausa, devido à queda hormonal, mas também afeta homens idosos e pessoas com fatores de risco como histórico familiar, sedentarismo, tabagismo, baixa ingestão de cálcio e vitamina D, além do uso prolongado de corticoides.
De acordo com o médico radiologista, estudos apontam que cerca de uma em cada duas mulheres e um em cada cinco homens acima dos 50 anos poderão sofrer fraturas osteoporóticas ao longo da vida. Por isso, o exame é indicado especialmente para mulheres a partir dos 65 anos e homens acima dos 70 anos, embora pacientes com fatores de risco possam precisar realizar a avaliação mais cedo.
É o caso da paciente Rita de Assis, 69 anos. Moradora de Nova Iguaçu, ela tem osteoporose e, agora, acompanha regularmente para ter um tratamento adequado. “Antes, eu fazia esse exame de forma particular. Fiquei satisfeita em saber que agora o Rio Imagem também oferece esse serviço, o que facilita muito o acompanhamento da minha saúde. Foi a minha primeira vez aqui. Eu acompanho há muitos anos por causa de problemas que foram aparecendo e hoje vou acompanhando pra não piorar”, destaca.
A paciente Severina Cardoso, de 76 anos, conta que as dores que sente atrapalham em suas atividades domésticas. Em busca de uma resposta, a moradora de Japeri sabe a importância de cuidar da saúde. “Sinto muitas dores nos joelhos e na coluna. Recentemente sofri uma queda que me causou ferimentos. Sempre procuro cuidar da minha saúde e já fiz fisioterapia por bastante tempo, o que ajudava muito. Agora, aguardo o resultado do exame para entender melhor minha condição, qual a causa das dores que venho sentindo e continuar me cuidando”, diz.
Prevenção ajuda a evitar fraturas e preservar a autonomia
Além de contribuir para o diagnóstico da osteoporose, a realização precoce da densitometria óssea permite identificar a perda de massa óssea antes do surgimento de sintomas ou fraturas, possibilitando intervenções preventivas e o início oportuno do tratamento.
“A densitometria óssea permite avaliar precocemente a saúde dos ossos e identificar pacientes com maior risco de fraturas, possibilitando intervenções antes que ocorram complicações mais graves”, afirma a diretora técnico-assistencial do Rio Imagem Centro, a médica radiologista Danielle Machado.
A especialista destaca ainda que o acompanhamento adequado contribui para preservar a mobilidade e a independência dos pacientes. “Quando o diagnóstico é feito precocemente, é possível monitorar a evolução da doença e a resposta ao tratamento, reduzindo o risco de fraturas e melhorando a qualidade de vida”, completa.
O Rio Imagem Baixada, que, desde novembro de 2025, oferta o serviço, já contabiliza mais de 3 mil exames realizados até o fim de maio.








