O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu, nesta terça-feira (12) o cabo da Polícia Militar Michel Maia Rodrigues e denunciou outros 10 policiais militares por suspeita de participação em um esquema de corrupção em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
A ação é um desdobramento da Operação Patrinus, conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), que investiga desvios de conduta de agentes lotados no 39º BPM (Belford Roxo) desde 2024.
Segundo o MPRJ, os policiais recebiam propinas semanais para prestar segurança armada a comerciantes durante o horário de serviço no batalhão. A Justiça Militar determinou o afastamento dos denunciados das funções e suspendeu o porte de arma de todos os envolvidos.
Esquema começou em 2021
As investigações indicam que o esquema funcionou entre outubro de 2021 e fevereiro de 2024. De acordo com a denúncia, Michel Maia atuava como intermediador dos pagamentos e também manteria ligação com uma milícia que atua na região.
O Ministério Público afirma que os valores eram pagos semanalmente a Michel, que distribuía o dinheiro aos policiais escalados para atuar na segurança dos estabelecimentos.
Mensagens analisadas pelos investigadores mostram comerciantes cobrando a presença de viaturas e policiais nos locais. Além disso, a quebra de sigilo bancário identificou dezenas de transferências financeiras entre os envolvidos, em datas e valores compatíveis com o esquema investigado.
Outras fases
A Operação Patrinus já resultou em outras fases desde 2024. Em maio daquele ano, 13 PMs foram presos sob suspeita de vender armas e drogas apreendidas, além de cobrar propina de comerciantes, mototaxistas e motoristas de transporte alternativo.
Em 2025, novas denúncias e prisões ocorreram relacionadas ao uso de policiais como seguranças privados durante o expediente oficial.








