Sob a gestão de Couto, exonerações no Governo do Estado já ultrapassam 660 desde março

Foto Ricardo Couto Vale 2
Com novas exonerações publicadas em Diário Oficial, governo amplia corte de gastos, extingue subsecretarias e projeta economia anual de milhões

As exonerações no RJ seguem em ritmo acelerado e já ultrapassam a marca de 660 desligamentos desde março, em meio a uma ampla reestruturação administrativa conduzida pelo governador em exercício, Ricardo Couto. Somente nesta segunda-feira, uma nova leva de 30 exonerações foi publicada em edição do Diário Oficial, ampliando o total de demissões para 668.

As medidas atingem principalmente cargos de segundo escalão distribuídos por diferentes áreas da administração estadual. Entre os setores impactados estão a Casa Civil, o Gabinete do Governador, além das secretarias de Governo, Fazenda e Infraestrutura. Órgãos como o Instituto Estadual do Ambiente e a Fundação Leão VIII também foram alcançados pelas mudanças.

De acordo com o governo estadual, o pacote de exonerações faz parte de um processo de enxugamento da máquina pública, alinhado ao Regime de Recuperação Fiscal. A expectativa oficial é de que as demissões resultem em uma economia de aproximadamente R$ 8 milhões por ano.

As decisões foram formalizadas por meio de despachos assinados tanto pelo próprio Couto quanto pelo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman. A maior parte das exonerações foi conduzida pela Casa Civil, responsável por 26 dos desligamentos mais recentes.

Além das demissões, a reestruturação também incluiu mudanças organizacionais. Três subsecretarias da Casa Civil foram extintas, incluindo suas estruturas subordinadas. A medida provocou a saída de diversos servidores e foi justificada como uma forma de reorganizar a administração sem gerar novos custos.

O movimento de corte de cargos ocorre paralelamente a outras iniciativas adotadas pelo governo. No início do mês, um decreto determinou a realização de auditorias em todas as secretarias e órgãos da administração direta e indireta, incluindo empresas estatais, com o objetivo de revisar contratos e despesas.

Apesar das exonerações, o Diário Oficial também trouxe nomeações e designações para funções estratégicas. Entre elas, a nomeação de um novo corregedor-geral do Estado e a ocupação de cargos técnicos em áreas como fiscalização de obras e gestão financeira.

As mudanças reforçam o momento de transição na gestão estadual, marcado por ajustes internos e tentativas de equilíbrio fiscal, enquanto o governo busca reorganizar sua estrutura administrativa e reduzir despesas em diferentes setores.

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