Duas estudantes da Baixada integram a equipe de Biologia Sintética da UFRJ que conquistou Medalha de Ouro em Paris com projeto de diagnóstico rápido de dengue, zika e chikungunya

Na foto destacada: Gabriel Santos Clarissa Rodrigues Marcelle Pontes Ananda Campos Fabiana Ávila Ana Stephánie Souza Ana Victoria Neves e Ana Paula Goulart

Clarissa Rodrigues de Souza, moradora de Mesquita, 23 anos, é estudante de Química Médica no Instittuto Federal do Rio de Janeiro, em Nilópolis, e Marcelle Menezes Soares Pontes reside em Duque de Caxias

Clarissa Rodrigues exibe, orgulhosa, a medalha de ouro conquistada em Paris

Somos a Osiris Rio UFRJ, a equipe de Biologia Sintética da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Reunimos estudantes de graduação e pós-graduação com um propósito claro: desenvolver soluções inovadoras e sustentáveis para desafios reais, utilizando a engenharia de sistemas biológicos como ferramenta central.

Moradora de Duque de Caxias, Marcele Menezes é aluna do curso de Biologia Sintética da UFRJ

O Que é o iGEM?

Nosso principal campo de atuação é a International Genetically Engineered Machine Competition (iGEM), a maior competição de Biologia Sintética do mundo. Todos os anos, milhares de estudantes são desafiados a utilizar a engenharia genética para construir sistemas biológicos complexos e funcionais que resolvam problemas locais com impacto global. A competição vai além da bancada: exige inovação científica, modelagem, responsabilidade ética e social (Human Practices), além de comunicação e engajamento. O encontro final, o Grand Jamboree, é realizado em Paris.

Em Paris, da esquerda para a direita: Clarissa Rodrigues,Clarissa Chacon, Ana Paula Goulart, Monica Lomeli. Ellen Alves, Lucas Rodrigues e Ananda Campos

Nossa Trajetória: Inovação, Prêmios e o Ouro Carioca

A Osiris Rio UFRJ nasceu em 2019, quando um grupo de alunos decidiu levar a UFRJ ao iGEM. Com o apoio e a orientação da professora Monica Montero Lomeli, do Instituto de Bioquímica Médica, conseguimos estruturar a equipe e estabelecer uma base sólida para avançar. Desde então, seguimos como a primeira — e até hoje única — equipe de Biologia Sintética do Rio de Janeiro a competir no iGEM.
Ao longo desses anos, desenvolvemos projetos que uniram pesquisa aplicada, impacto social e capacidade técnica.

Projetos de Alto Impacto:

Nossa trajetória é marcada pelo desenvolvimento de soluções práticas:

Saúde e Diagnóstico: Desenvolvemos projetos cruciais para a saúde pública, como o diagnóstico de arboviroses (dengue, zika e chikungunya) e fomos essenciais no desenvolvimento do teste rápido Lamp-COVID-19 da UFRJ, trabalho que também impulsionou o surgimento da startup Osiris Life Sciences.

Sustentabilidade (YOB3): Em 2024, conquistamos a medalha de prata no iGEM com o projeto YOB3, que foca na Agricultura Sustentável. Este projeto utiliza leveduras probióticas para aumentar a saúde das plantas, buscando reduzir a dependência de agrotóxicos.

Divulgação científica: Mantemos o compromisso de aproximar a Biologia Sintética do público brasileiro, ampliando o acesso a conhecimento científico e ao debate sobre inovação.

A Conquista Máxima (2025):

Em 2025, o Brasil alcançou um marco importante na competição, e estivemos entre as equipes que contribuíram diretamente para esse resultado. Neste ano, aprimoramos o projeto DiagSyn, dedicado ao diagnóstico rápido de dengue. Conseguimos otimizar proteínas já existentes e desenvolver novas ferramentas proteicas para detecção de zika e chikungunya. Levamos o projeto ao Grand Jamboree, em Paris, onde nossa trajetória, construída com consistência técnica e execução rigorosa, foi reconhecida com a Medalha de Ouro.
Essa conquista é histórica para o estado do Rio de Janeiro: trata-se da primeira medalha de ouro fluminense na história do iGEM, consolidando a Osiris Rio UFRJ como uma referência nacional e internacional em Biologia Sintét

Professoras responsáveis:
Monica Montero Lomeli
Fabiana Carneiro

Texto: equipe de Biologia Sintética da UFRJ.

Compartilhe
Categorias
Publicidade

Veja também