Roubo de celular virou rotina amarga para quem cruza a cidade com o aparelho na mão. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que, entre janeiro e setembro de 2025, a capital registrou 13.429 ocorrências — alta de 27,3% em relação a 2024 (eram 10.551). No estado, os casos passaram de 15.756 para 19.780 no mesmo recorte, um salto de 25,5%.
O recorte por Cisps — as Circunscrições Integradas de Segurança Pública, que reúnem áreas de atuação conjunta da Polícia Civil e Polícia Militar — revela onde o risco aperta mais.
A Cisp 18 lidera o ranking da capital, com 832 roubos. A área cobre Maracanã, Praça da Bandeira e partes da Tijuca, na Zona Norte — média de três casos por dia. Na sequência, vem a Cisp 32, na Zona Sudoeste, com 656 registros, abrangendo Anil, Cidade de Deus, Curicica, Gardênia, Jacarepaguá e Taquara.
O pódio segue com a Cisp 5, que pega parte do Centro, a Lapa e Paquetá, somando 648 ocorrências. Depois aparece a Cisp 27 (partes de Colégio, Irajá, Vicente de Carvalho, Vila Kosmos, Penha e Vista Alegre) com 620 registros. Fechando o top-5, a Cisp 29 reúne Cavalcanti, Engenheiro Leal, Madureira, Turiaçu, Vaz Lobo e partes de Oswaldo Cruz, Cascadura e Quintino Bocaiúva, com 593 casos.
Quando o recorte se amplia para a Região Metropolitana, a campeã passa a ser a Cisp 59 — Centro de Duque de Caxias —, com 999 roubos acumulados no ano. A Cisp 64 (São João de Meriti, Coelho da Rocha e São Matheus) ocuparia a terceira posição geral, com 773 registros.
O relógio também pesa. Segundo o painel do ISP, o pico ocorre às 19h de quarta-feira. Em linhas gerais, o intervalo mais crítico vai das 19h às 21h, de segunda a sexta — faixa em que muita gente está na rua voltando do trabalho, estudando ou trocando modais de transporte.
Por municípios, o Rio de Janeiro concentra 67,89% de todos os roubos do estado no período: 13.429 ocorrências, média de 49 por dia. Na sequência aparecem Duque de Caxias (1.498), Nova Iguaçu (1.457), São João de Meriti (773) e Belford Roxo (591).
O recorte por Cisps traduz o que o carioca sente no cotidiano: áreas de grande circulação, corredores de transporte e polos de lazer seguem como alvo. Para quem precisa estar conectado, vale redobrar a atenção nos deslocamentos, sobretudo no finzinho do dia e em pontos de aglomeração em Centro, Zona Norte e Zona Sudoeste.








