O Rio de Janeiro vive um cenário alarmante de seca neste fevereiro, com vários bairros da capital fluminense registrando zero milímetro de chuva ao longo do mês. Segundo dados da AtmosMarine, empresa especializada em meteorologia e oceanografia, áreas como Vidigal, Rocinha, Copacabana, Grajaú, Jardim Botânico, Barra da Tijuca, Sepetiba e Tijuca não tiveram nenhuma precipitação.
Mesmo nos locais onde houve registro de chuva, os volumes foram insignificantes. Bangu, por exemplo, acumulou apenas 2,2 mm, enquanto Grota Funda registrou 3 mm. Esses números reforçam a gravidade da estiagem que atinge a cidade, um fenômeno que preocupa especialistas e moradores.
A falta de chuvas no Rio de Janeiro em fevereiro, tradicionalmente um mês úmido devido ao verão, chama a atenção pelo seu caráter atípico. “É um cenário extremamente incomum para o período, que costuma ser marcado por pancadas de chuva rápidas e intensas”, explica um meteorologista da AtmosMarine.
Impactos e Preocupações
A seca prolongada traz uma série de desafios para a cidade. Além do risco de desabastecimento de água, a vegetação ressecada aumenta o perigo de incêndios florestais, especialmente em áreas próximas a parques e reservas ambientais. Moradores de comunidades como Vidigal e Rocinha também relatam dificuldades no acesso à água, agravando problemas já existentes de infraestrutura.
Para especialistas, o fenômeno pode estar relacionado a mudanças climáticas globais, que alteram padrões de chuva e temperatura. “Precisamos monitorar de perto esses eventos extremos, que podem se tornar mais frequentes no futuro”, alerta um representante da AtmosMarine.
O que esperar para os próximos meses?
Enquanto o Rio de Janeiro enfrenta um dos fevereiros mais secos de sua história, a atenção se volta para os próximos meses. Meteorologistas alertam que a falta de chuvas pode impactar o abastecimento de água e a agricultura na região, além de aumentar os riscos de incêndios. Para os cariocas, a esperança é que o cenário mude em março, com a chegada de frentes frias que possam trazer alívio à cidade.
Enquanto isso, a população e as autoridades precisam se preparar para os desafios impostos por essa estiagem atípica, que já começa a deixar marcas na paisagem e no cotidiano do Rio de Janeiro.