Saúde Mental de Belford Roxo socializa pacientes em festa junina

junho 21, 2019 /

A equipe de Saúde Mental de Belford Roxo, juntamente com os estagiários de enfermagem da Universidade Estácio de Sá, tornou a terça-feira (19) dos pacientes do Capsi (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil) prazerosa e divertida. O motivo foi a realização de uma festa junina onde viveram momentos de descontração, interação e entusiasmo, participando de quadrilha, jogos e comendo as guloseimas típicas. Com o “Arraiá do Capsi”, o objetivo foi de resgatar a autonomia dos pacientes, promover o vínculo familiar e a interação social, fazendo assim uma terapia divertida.

De acordo com a diretora do Capsi, Angela Flores, o arraiá ajuda a socializar um público que na maioria das vezes é excluído. “A maioria dos nossos pacientes são autistas e sentem dificuldade em interagir. Esta festa favoreceu a socialização com os outros pacientes e fez eles buscarem sua autonomia, ao correr atrás das brincadeiras e prendas. Essa é uma maneira deles se desenvolverem mais. Agradeço ao diretor de saúde mental, Paulo Patrocínio, ao secretário de Saúde, Vander Louzada e ao prefeito Waguinho por tornar essa e outras ações possível”, disse a diretora que ainda informou que a unidade possui 300 usuários em seis horários diferentes.

O túnel da quadrilha, terapia para vencer doenças e elevar a autoestima

O professor do estágio de saúde mental da Estácio de Sá, Bruno da Silva, representou os demais professores, Michel, Julio, João e Bruno, no evento. “Quando os estagiários conheceram as crianças do Capsi  tiveram logo a ideia da festa junina. Se organizaram, realizaram uma campanha na faculdade e levantaram doações de brinquedos, material de pintura e comidas típicas. O evento é importante para estimular a interação social, inclusão do portador de transtorno mental na sociedade e também para o fortalecimento da saúde mental e para os profissionais que atuam na área”, informou Bruno.

O adolescente Richard Wanderson, 17 anos, está a dois anos fazendo tratamento no Capsi. Sua mãe, Thaís dos Santos, 35, gosta muito da unidade e já percebeu a evolução do menino. “Meu filho tem autismo com esquizofrenia. Fomos parar no Capsi por encaminhamento médico. Ele era muito fechado, chorava muito e vivia isolado. Agora percebo uma mudança no comportamento dele, desde conversar mais, até em participação de atividades”, disse Thaís.

 

FOTOS: RAFAEL BARRETO/PMBR

 

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.