Protestos e paralisações nos 26 Estados e o Distrito Federal contra cortes na Educação

maio 15, 2019 /

Manifestações contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC), foram registradas, nesta quarta-feira (15), em todos os 26 estados e o Distrito Federal. Ocorreram atos em cerca de 180 cidades.

No Rio de Janeiro, manifestantes se reuniram na Candelária e na Praça XV. Universidades e escolas chegaram a suspender suas atividades para protestar. Escolas tradicionais como o Colégio Pedro II, e as Universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Estadual da Zona Oeste (Uezo) e Estadual do Rio de Janeiro também confirmaram paralisação.

De acordo com do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) do rio, a organização do protesto calcula que 100 mil pessoas estavam no entorno da Candelária por volta das 17h. A PM militar não divulgou estimativa de público.

As cidades de Duque de Caxias, Itaguaí, Niterói e Nova Iguaçu, na Região Metropolitana também aderiram ao protesto.

Na Região Serrana, há manifestações em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Na Região dos Lagos, estudantes do IFF (Instituto Federal Fluminense), se reuniram em Maricá.

Em Belo Horizonte, estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), além de escolas municipais e estaduais participaram dos atos. A paralisação iniciou às 7h, na Avenida Amazonas, no bairro Nova Suíça, e se espalhou por outras partes da cidade. Eles carregavam faixas com dizeres como “Luto pela educação” e “A aula hoje é na rua”.

Já em São Paulo, manifestantes protestaram na Avenida Paulista. O ato se concentra em frente ao vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp); os dois sentidos da via foram interditados. Na capital paulista, estudantes e professores da Universidade de São Paulo (USP), afetada pela suspensão de bolsas de pós-graduação, fecharam uma das entradas da instituição, na Zona Oeste da cidade.

Foto: Reprodução/G1

Aloma Carvalho