Projeto Atletas do Futuro ganha reforço feminino em Belford Roxo

agosto 23, 2019 /

O projeto “Atletas do Futuro” da Secretaria de Esporte e Lazer de Belford Roxo ganhou reforço feminino. Através de uma “peneira”, a Vila Olímpica selecionou 30 meninas que irão disputar amistosos com grandes clubes já no mês que vem. O grupo fazia parte de escolinhas de futebol de várzea que integram o projeto e em seguida passou a integrar o time da Vila Olímpica, o Belford Roxo Futebol Clube.

Pensando na igualdade de direitos, o coordenador do projeto, Luiz Cláudio, o Cacau, que já trabalha há 24 anos no esporte com o secretário da pasta, Andrew Renato, imaginou em formar um time feminino dentro do projeto. “Realizamos uma peneira com muitas meninas, que por sinal foram bem elogiadas, e formamos um time de 30. São atletas de qualidade da cidade mesmo e pretendemos explorar o melhor delas. Nosso objetivo é alavancar com todas as categorias e revelar novos talentos”, disse Cacau, ao lado do preparador de goleiros, Aurélio Silva.

Quase todas as meninas têm como inspiração as jogadoras Formiga e Marta, ambas jogam pela Seleção brasileira. Aos 18 anos, a lateral-esquerda, Gleice Kellen Gomes, já passou por outros clubes de futebol até chegar ao time da Vila Olímpica. “Quero fazer o que eu sei da melhor maneira possível. Isso é de família, meu irmão joga futebol em um clube profissional e esse também é meu sonho”, disse.

Aos 9 anos, a atacante de 27 anos Rafaela Nunes, começou a jogar bola com sua família e sonha desde então atuar profissionalmente. “Meu coração está a mil e estou com confiança nos amistosos que iremos enfrentar”, ressaltou Rafaela.

A lateral-direita, Lorena Dias,22, começou a praticar o esporte na escola e já participou dos Jogos da Baixada. “Estamos ansiosas com os amistosos e pretendemos levar o nome de Belford Roxo a outras cidades”, informou a lateral.

Filha de ex-goleiro, a flamenguista Jennifer Brasiliano, 18, é lateral e joga em qualquer uma das duas pontas. “Quando era pequena, ia aos campeonatos com meu pai e aos sete anos comecei no esporte. Sempre coloco Deus à frente de tudo e vou jogar o meu futebol”, afirmou a atleta.

A mais velha do grupo, Jéssica Rodrigues, 28, zagueira, está no esporte desde os 13 anos e já enfrentou preconceito por ser mulher no futebol. “É muito difícil ter a modalidade feminina no esporte. Já sofri preconceito, mas finjo que nem escuto e foco dentro de campo. Na minha casa, só eu e minha filha de sete anos gostamos de jogar bola”, encerrou.

Aloma Carvalho