”Me achava culpada”, diz professora agredida durante quatro anos por ex

outubro 4, 2019 /

A história de Ericka Brucha viralizou nas redes, após compartilhar imagens de quando ela foi agredida pelo seu ex-companheiro pela última vez. Segundo ela, a publicação foi feita em forma de ‘alerta’ para mulheres que vivem relacionamentos abusivos

Vítima de um relacionamento abusivo por cerca de quatro anos, a história da professora Ericka Brucha viralizou nas redes, após compartilhar imagens de quando ela foi agredida pelo ex-companheiro pela última vez. O relacionamento chegou ao fim há cerca de dois meses, e Erika fez a postagem em forma de “acolhimento” para que outras mulheres, que vivem em relacionamentos abusivos, percebam a situação em que se encontram.A foto postada pela professora mostra o olho roxo. Segundo a mesma, essa situação era comum durante os anos vividos com o ex. A imagem, onde ela parece bem machucada, retrata apenas um dos dias que Erika saiu marcada após discutir com o antigo namorado. “Passei por essa experiência terrível nos últimos anos… Muitas idas e vindas nesse relacionamento tóxico, sempre me deixando acreditar em promessas de mudanças”, relata Erika em sua rede social.

Segundo a professora, o relacionamento começou há cerca de quatro anos, quando o agressor mandou uma mensagem via rede social perguntando sobre seu pai, um médico famoso em Santos (SP). Ela relata que, no início, o homem não era agressivo, porém, ao longo do tempo, ele começou a se tornar irreconhecível.

A professora, além de relatar a situação o que viveu, ainda fez um alerta para as mulheres que estão vivendo um relacionamento abusivo. “Aqui fica um alerta para todas as mulheres que passam por um relacionamento abusivo”, declarou. “Você não está louca! Não caia na ladainha de que você enlouqueceu. Tudo o que ele quer é invalidar os seus gritos de socorro. […] Esse homem te machucou, te desacreditou, te omitiu, te oprimiu e não merece mesmo a sua compaixão”, completou.

A publicação recebeu vários comentários de outras mulheres, parabenizando a professora pela atitude e coragem. “Parabéns pela coragem! Nesse momento vai estar salvando muitas mulheres na mesma situação! Siga em frente e seja muito feliz”, comentou uma de suas seguidoras.

De acordo com a ONU Mulheres, o Brasil tem a quinta maior taxa de feminicídios do mundo. No ano passado, 336 mulheres foram agredidas por hora, segundo dados do Fórum de Segurança Pública.

Ana Carolina Mendonça*/Estado de Minas

*Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.  

foto: Reprodução/Redes Sociais

     

     

    Paulo Cézar

    PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.