Japeri quer usar o casarão da SupeVia como Complexo Cultural do município

março 25, 2019 /

A Prefeitura de Japeri quer transformar o histórico e centenário casarão da SuperVia, que serviu à estação de Belém como terminal do primeiro trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II, num complexo cultural do município.

O secretário municipal de Cultura, Marcos Arruda, tem encontro agendado nesta quarta-feira (27) para tratar do assunto com o secretário estadual de Cultura e Economia Criativa, Ruan Lira.

A ideia do projeto, que está nas mãos de Lira desde o mês passado, é ocupar o patrimônio imobiliário, em fase de restauração e tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), para a criação do Museu Municipal, além de espaço para Exposição Itinerante, Oficinas de Arte, Casa do Artesão, Biblioteca Municipal, Cine Teatro e um Centro Comercial.

“A nossa proposta é transformar o casarão da antiga estação de Belém – primeiro nome dado a Japeri -, no principal ponto turístico da cidade para que os moradores locais e as pessoas que nos visitam conheçam e entendam melhor o crescimento e do desenvolvimento de Japeri. A nossa história está fincada ali, nos alicerces e paredes do casarão, principal cartão de visita da cidade”, explicou Arruda.

“Nossas crianças, nossos jovens e grande parte dos adultos nada ainda sabem sobre a história da cidade onde nasceram. Por isso, vamos levar os alunos das escolas municipais, estaduais e particulares para conhecerem a verdadeira história de Japeri”, anunciou o secretário, que se considera “um grande entusiasta do projeto”.

RESGATE DA CULTURA LOCAL

Para a diretora de Cultura do município, Daniella Beliago (foto), a melhor forma de preservar o “importante acervo do patrimônio cultural do Brasil” se daria por meio de sua utilização e funcionamento, com apoio do Programa de Ocupação Cultural (POC), da Secretaria Estadual de Cultura.

“Daí a necessidade de fomentarmos e estabelecermos parceria com o Estado, de forma a ampliarmos a abrangência da conservação, proteção e preservação do prédio histórico-cultural da estação ferroviária de Japeri com o intuito de integrá-lo ao patrimônio municipal”, esclarece.

A representante da Secretaria de Cultura anunciou para breve a criação de um curso de Educação Patrimonial como instrumento de valorização e preservação dos bens históricos e culturais que, segundo ela, devem ser desenvolvidas em toda a sociedade.

“Vamos chamar os municípios vizinhos para se engajarem também em defesa dos equipamentos culturais da região que não podem ser destruídos. Muita coisa que desapareceu precisa ser resgatada, como a boa Folia de Reis, as corridas de carroça e até mesmo as quadrilhas juninas. O casarão não pode ser motivo de esquecimento, de jeito nenhum”, defendeu.

Daniella Beliago lembra ainda que o município de Japeri surgiu e se desenvolveu em função da ferrovia e de sua estação, que está em fase de restauração. Segundo ainda a diretora, o museu proposto pelo governo municipal seria uma forma de mostrar aos japerienses a trajetória do município ao longo dos anos, passando pelo marco ferroviário, político e cultural da região.

“O casarão da estação de trem é um marco para Japeri”, concluiu.

Aloma Carvalho