Exposição de objetos pessoais mostra como viviam os habitantes da Vila de Iguassú

junho 17, 2019 /

A exposição Olhares sobre os Lares – A vida doméstica na “velha” Iguassú – Séculos XVII, XVIII e XIX, oferece ao público como eram os objetos utilizados ao longo de 300 anos de existência da localidade de Nossa Senhora da Piedade de Iguaçu, que em 1755 foi elevada à categoria de freguesia e em 15 de janeiro de 1833, desanexada da Cidade do Rio de Janeiro, alcançou sua autonomia administrativa, passando a ser sede da Vila de Iguassú. Os objetos expostos remontam ao período entre os anos de 1600 (século XVII) e 1891, ano em que a sede da Vila foi transferida para o Arraial de Maxambomba, na freguesia de Santo Antonio de Jacutinga. A ideia é mostrar como viviam os habitantes de Iguassú, especialmente como era o cotidiano dentro de seus lares. Estarão expostos fragmentos arqueológicos encontrados no sítio histórico e arqueológico da antiga Vila de Iguassú, mobiliário, oratórios, objetos de uso pessoal, iluminação, cerâmicas, metais, dentre outros, tanto dos proprietários abastados, como de gente humilde e negros escravizados.

A valorização da memória e identidade na Cidade de Nova Iguaçu deve ser uma constante na definição de políticas públicas de Cultura. Por esta razão a exposição Olhares sobre os Lares – A vida doméstica na “velha” Iguassú – Séculos XVII, XVIII e XIX, pretende preencher uma lacuna sobre o cotidiano dos nossos antigos habitantes. Com toda certeza o conhecimento que será compartilhado aos visitantes irá despertar os mais elevados sentimentos de pertencimento, elevando a autoestima da população iguaçuana. Além disso, pretende-se também com esta mostra divulgar as iniciativas da Prefeitura de Nova Iguaçu, através da Secretaria Municipal de Cultura, de recuperar, restaurar, preservar e valorizar o que restou da antiga Vila de Nossa Senhora da Piedade de Iguassú.

“Uma cidade que não conhece, preserva e valoriza sua história e patrimônio cultural, não merece o título de “cidade”. É apenas um ajuntamento de pessoas, arremata Marcus Monteiro, Secretário de Cultura da Cidade de Nova Iguaçu.

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.