Sexto bispo da Diocese de Nova Iguaçu, Dom Gílson renova fidelidade ao Papa Francisco, agradece a amizade de Dom Luciano e destaca atenção preferencial aos pobres e jovens

maio 17, 2019 /

Em sua primera mensagem aos católicos da Baixada Fluminense, o novo bispo da Diocese de Nova Iguaçu, Dom Gílson Andrade da Silva, destacou a renovação de fidelidade ao Papa Francisco, agradeceu a amizade de Dom Luciano Bergamin, agora bispo Emérito,  e falou da tarefa missionária diante dos desafios culturais, sociais e humanos dos tempos atuais, “especialmentre sensíveis na nossa amada e sofrida Baixada”. Ao final de seu documento, Dom Gílson , sexto bispo da Diocese de Nova Iguaçu (que completará 60 anos de criação  no próximo ano ), convida a todos para a missa de início de pastoreio no dia 1º de junho, às 9 horas, na abertura do ano vocacional diocesano, na Catedral de Santo Antônio de Jacutinga, no Centro. Agora aposentado, Dom Luciano, 75 anos,  nascido em Treviso ( Itália) mas brasileiro naturalizado, vai morar em Mesquita . Efez hoje o que mais gosta: dirigindo seu próprio carro, saiu para visitar comunidades católicas. 

 

Eis a íntegra da primeira mensagem de Don Gílson:

Com a aceitação, por parte do Papa Francisco, da renúncia de D. Luciano Bergamin ao governo da Diocese de Nova Iguaçu, torno-me hoje o 6º Bispo Diocesano desta amada porção do Povo de Deus.

Agradeço a Deus que na sua bondade escolheu-me para servir o seu Povo nestas terras marcadas por grandes ideais e lutas. Ao Papa Francisco manifesto a minha sincera gratidão e renovo o meu propósito de amor, reverência e fidelidade ao Sucessor de Pedro. A D. Luciano que desde a minha chegada, em 1º de setembro do ano passado, como bispo coadjutor, agraciou-me com sua amizade e com o cuidado para introduzir-me no serviço pastoral entre vocês, meu reconhecimento agradecido.

Nos quase 9 meses que aqui estou, tive a oportunidade de encontrar tantas pessoas, ouvir suas histórias, partilhar seus sonhos e ideais. Com os padres e diáconos, primeiros colaboradores do bispo, pude começar a cultivar proximidade, confiança e amizade. Agradeço a dedicação dos religiosos e religiosas, dos leigos e leigas, comprometidos de verdade na missão da Igreja diocesana. Quero poder continuar contando com a disponibilidade e a dedicação de todos.

Os tempos futuros que começam hoje sejam marcados pelas bênçãos de Deus e por uma grande sintonia com o coração da Igreja, na voz do Santo Padre e dos ensinamentos da Igreja e na comunhão com o episcopado, tendo presente a nossa rica história. Que nossos esforços nos ajudem a enfrentar a tarefa missionária diante dos desafios culturais, sociais e humanos do nosso tempo, especialmente sensíveis na nossa amada e sofrida Baixada. A grande força inspiradora da missão é a pessoa de Jesus e o anúncio do seu Evangelho que deve chegar sempre mais a todos, numa Igreja que sabe ir ao encontro de todas as realidades humanas, em todos os ambientes, com atenção preferencial aos pobres e jovens.

Imploro a caridade da oração de todos para que me torne em meio aos que sirvo, sinal do Cristo Bom Pastor que dá a vida por seu rebanho, como pastor que acolhe com generosidade e se faz próximo, que caminha junto e que tem “o cuidado cotidiano e habitual das próprias ovelhas” (Lumen Gentium, n. 27).

Convido a todos para a Santa Missa de início de pastoreio no dia 1º de junho, na Catedral de Santo Antônio de Jacutinga, em Nova Iguaçu, às 9h, na abertura do mês vocacional diocesano.

A Nossa Senhora da Piedade, nossa padroeira junto com Santo Antônio, confio o serviço episcopal que prestarei a esta Igreja e que Ele suscite entre nós numerosas vocações sacerdotais para uma colaboração maior no serviço ao amado povo de Deus nos sete municípios de nossa Diocese.

Deus os abençoe!   


Momento de descontração de Dom Gílson no encerramento da Reunião Anual dos Bispos do Brasil em Aparecida do Norte, 15 dias atrás.