Sem a faixa que custou R$ 800,00, Witzel fala dos 100 dias de seu governo e diz, na tv, que “abate de criminosos” é legal

abril 11, 2019 /

O governador Wilson Witzel acordou cedo hoje para fazer um balanço  de seus primeiros 100 dias no comando do Palácio Guanabara. Witzel usava um distintivo com a bandeira do Estado do Rio de Janeiro na lapela do paletó, mas estava sem a faixa  que usou na  solenidade de sua posse na Assembléia Legislativa. A faixa, providenciada às pressas pelo cerimonial do Palácio Guanabara, custou R$ 800,00 e foi paga pelo deputado Pedro Fernandes, atual secretário estadual de Educação. Na entrevista ao Bom Dia, Rio ( TV Globo), o governador colocou todos os problemas do estado na conta do trio Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e Jorge Picciani, todos presos mpor decisão judicial, por crimes de corrupção e outros. O presidente Jair Bolsonaro, cuja popularidade começou a cair nas pesquisas de avaliação de seu governo,  não foi citado uma vez sequer, mas Sérgio Moro, o ministro da Justiça, sim. “Falo com ele toda semana”, destacou Witzel, um juiz federal aposentado.

Mas o governador do Rio, que se autoproclamou na entrevista “o principal alvo do crime organizado,” cobrou mais ação da Polícia Federal no combate ao tráfico, às milícias  e à lavagem de dinheiro . “Eu sou um cidadão que está aniquilando o tráfico de drogas”, afirmou para, em seguida, agradecer ao deputado André Ceciliano, presidente da Alerj, a ajuda financeira que lhe permite contratar  3 mil policiais militares, 400 civis e outros profissionais da área de segurança, além da compra de 30 carros para a Polícia Civil, entregues hoje cedo á corporação.. A questão da segurança pública foi o ponto alto da entrevista. E a política do confronto, do “abate de bandidos  que estiverem portando fuzis”, voltou a ser defendida pelo governador do Rio, mesmo quando lhe foi informado que  300 pessoas já morreram este ano em confronto com policiais militares e civis. ” Os autos de resistência estão à disposição do Ministério Público. Eu , como governador, faço a minha a minha parte, que é a de fazer a Polícia funcionar com carros, equipamentos, armas “, destacou Witzel. O governador voltou a dizer que o Código Penal permite permite aos policiais o abate do bandido que estiver ṕortando fuzil.

Witzel falou também da falta de recursos no governo estadual, disse que está fazendo reuniões com outros governadores de estados em crise para rediscutir dívidas com o governo federal, mas acentuou que os servidores de seu estado continuarão a receber em dia. Informou que, além de um déficit orçamentário de FR$ 8 bilhões, herdou R$ 17 bilhões de restos a pagar, e informou que está se movimentando em Brasília para que o ICMS sobre o petróleo tróleo seja pago ao estado produtor e não para quem vende o produto e seus derivados. Sobre as chuvas no Rio, que fizeram 16 mortos em 30 dias, Witzel informou que vai investir cerca de R$ 1 bilhão em obras de infraestrutura nas comunidades do Vidigal e da Rocinha. Para a Baixada Fluminense, repetiu que vai liberar R$ 5 milhões mensalmente para o hospital da Posse.