Segurança Presente, um programa que todo político vai querer chamar de seu em 2020 na Baixada

agosto 16, 2019 /

Wilson Witzel, um juiz aposentado que virou governador do Rio inflado pelo bolsonarismo, deu demonstrações hoje, na praça Rui Barbosa, Centro de Nova Iguaçu, que anda atrás de um troféu para chamar de seu para sonhar o sonho de chegar ao topo do pódio em 2022. E essa conquista é a de um aluno aplicado em marketing. Portanto, a festa da chegada do Segurança Presença em Nova Iguaçu, com lideranças de várias siglas partidárias, foi mais do que uma ação política e administrativa. Foi um gesto de quem já trabalha 2020 de olho em 2022.

Anfitrião, o prefeito Rogério Lisboa está construindo seu leque de alianças para sair candidato à reeleição no próximo ano.

 

Witzel reuniu gente de quase todos os partidos que com ele começam a flertar ou que já estão dentro da  panela política. Num só ato, o governador, eleito pelo minúsculo PSC, viu subir ao seu palanque prefeitos da Baixada, deputados federais, estaduais e vereadores do centro, da direita e da esquerda. E mais: no palanque, todos os políticos que bateram palmas para o discurso do governador do Rio estavam vestidos com o colete do programa que, a partir de hoje, tem o propósito de reduzir os índices de violência em três regiões de  Nova Iguaçu: as do centro coemercial e as de Miguel Couto e  de Austin, áreas densamente habitadas e atualmente com elevados níveis de roubos, assaltos à mão armzada, roubo de carros e tráfico de drogas.

O dinheiro para este programa chegar à região não saiu do orçamento do governo estadual, mas da Assembléia Legislativa presidida pelo petista André Ceciliano, prefeito que fez nome em Paracambi com projetos inovadores, como a Fábrica de Conhecimentos, referência na Baixada Fluminense. Ceciliano, articulador nato, corrigiu o governador ao ser promovido a “general” pelo discurso de Witzel: ” General, não, governador, soldado raso”, reagiu imediatamente, gesto de quem sabe que na política o poder é passageiro e que humildade, prudência  e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

Rogério Lisboa, o prefeito anfitrião, ganhou 150 homens egressos das Forças Armadas, da Polícia Civil e da Polícia Militar para se apresentar ao eleitorado como candidato à reeleição como um político que se mobilizou para enfrentar a violência. Lisboa, que começou hoje a divulgar, na primeira campanha institucional da Prefeitura,  ações de seu governo em obras de urbanização de ruas e a reforma do Hospital da Posse, está namorando com Witzel, com os deputados Luiz Antônio Teixeira Júnior ( PP-RJ) e com Juninho do Pneu ( DEM-RJ).

 

Não se sabe, por enquanto, se o namoro vai dar em casamento no ano que vem, somente o povo responderá, via pesquisas de tendência de voto em 2020. Enquanto Lisboa paquera outros apoios, o deputado Max Lemos, do MDB, não para de andar pelas comunidades atrás do voto popular de olho na Prefeitura de Nova Iguaçu nas eleições do ano que vem.

O deputado Max Lemos abraçou amigos e cabos eleitorais durante o evento comandado pelo governador Witzel no Centro de Nova Iguaçu

Oriundo do PDT, Max, o melhor prefeito que já passou por Queimados, fez corpo a corpo hoje no final da solenidade. Disputou com Lisboa os selfies com populares e cabos eleitorais enquanto o governador anunciava a construção de Guandu 2  para reforçar o abastecimento de água na região e citava, nominalmente, todos os políticos da Baixada que prestigiaram a solenidade. A operação Segurança Presente começou a funcionar hoje mesmo no centro comercial da cidade, incluindo as ruas Coronel  Bernardino de Melo e parte da Via Light.

A operação contará com 96 agentes fixos, entre policiais militares e agentes civis egressos das Forças Armadas, e três assistentes sociais que farão atendimentos na base. Além disso, todos os dias serão disponibilizadas 37 vagas para policiais militares que queiram trabalhar na folga.

O programa Segurança Presente tem como objetivo promover ações de segurança pública visando um ambiente seguro e realiza ações de apoio social como o acolhimento de moradores em situação de rua.