Paulo Marinho começa a construir o novo PSDB do Rio para as eleições municipais do próximo ano de olho em João Dória em 2022

julho 16, 2019 /

Propriedade do empresário Paulo Marinho, a  mesma casa em que Jair Bolsonaro gravava, no Jardim Botânico, seus programas eleitorais para as televisões, rádios e redes sociais, agora é o principal local de articulações que objetivam dar ao governador  de São Paulo, João Dória, em 2022 ,o que o candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, não teve nas eleições do ano passado: votos.

Presidente do novo PSDB fluminense, Paulo Marinho, que é  suplente do Senador Flávio Bolsonaro(  PSL-RJ), tem pela frente uma missão trabalhosa: construir um partido que finalmente possa ter um bom desempenho eleitoral no segundo estado mais importante do País. Não vai ser uma tarefa fácil: o PSDB fluminense que João Dória entregou ao comando do experiente empresário do ramo de comunicação está abandonado em 75 dos 92 munuicípios, inclusive cartorialmente, sem diretórios municipais e com as executivas com prazo de validade vencidas até mesmo na capital.

No mês que vem, João Dória, novo comandante nacional dos tucanos, terá seu primeiro encontro público com o novo PSDB fluminense,provavelmente na Barra da Tijuca. Na ocasião, ele vai conhecer as novas caras do partido. Dória quer que os tucanos tenham candidatos majoritários em todas as cidades do Rio e nomes competitivos para as Câmaras de Vereadores nas eleições do ano que vem.

O abandono do PSDB do Rio é consequência, claro, da omissão de seus dirigentes e do interesse em manter a legenda fechada para o ingresso de novos quadros políticos. Por isso, no Rio, após a ascensão do PT com a conquista da Presidência da República por Luiz Inácio Lula da Silva, o partido do Plano Real  definhou. Seu último desempenho eleitoral, no ano passado, foi pífio no plano nacional ( Alckmin teve apenas 4,7% dos votos válidos) e menor ainda nas cidades fluminenses. O PSDB reelegeu apenas dois deputados estaduais: Luiz Paulo Corrêa da Rocha ( 49.012 votos) e Lucinha ( 65.735).

As cidades da Baixada Fluminense  e as do interior do estado não elegeram um só deputado estadual da região. E para a Câmara dos Deputados, em Brasília, os eleitores do Rio não elegeram qualquer representante dos tucanos.

O partido, que chegou a ser presidido por Jorge Miranda, prefeito de Mesquita, ainda não saiu da  crise. E não era para menos: em Nova Iguaçu, cidade com mais de 500 mil eleitores, Luiz Paulo Corrêa da Rocha, o candidato a deputado estadual mais votado do PSDB nas últimas eleições,  teve apenas 1210 votos e Lucinha, com base eleitoral na Zona Oeste do Rio, 739.  A nominata do partido, que apoiou Eduardo Paes (DEM) para governador, não tinha atraiu eleitores, não trouxe nada de novo para o eleitor. Até mesmo seu único deputado federal, Otávio Leite, foi um fracasso em Nova Iguaçu, conquistando apenas 1137 votos  e votações ainda menores em outras cidades da Baixada Fluminense.

Paulo Marinho transformou sua espaçosa e confortável casa, projetada pelo arquiteto Oscar Niemayer, numa referência para reuniões do novo PSDB. Ele recebe em média, pessoalmente,   30 novas lideranças por dia, não larga o celular e dá retorno rapidinho às mensagens de WatsApp que recebe do Brasil inteiro. Na casa do Jardim Botânico uma equipe mapeia o PSDB em todos os municípios e monta estratégias para fortalecer o partido já para as eleições municipais do ano que vem.

    Em Nova Iguaçu, Jorge Miguel e Paulo Marajoara são as novas caras do PSDB

 

Na Baixada Fluminense, o presidente do novo PSDB começa a atrair o interesse de quem nunca fez política partidária. Hoje, por exemplo, Jorge Miguel, Delegado do Conselho Regional de Contabilidade, e Paulo Marajoara foram convidados a organizar o PSDB de Nova Iguaçu.Eles são integrantes do Observatório Social da cidade. Marajoara é representante de Educação Fiscal da Receita Federal e tem especialidade em Terceiro Setor pela UFRJ, além de ser membro da Comissão do Terceiro Setor do CRC-RJ.. Jorge Miguel é contador e membro do Conseho dos Contribuintes da Prefeitura de Nova Iguaçu.

 

Marajoara foi convidado para  tocar, na Baixada Fluminense, ações do Instituto Teotônio Vilela, que será comandado em todo estado por Aspásia Camargo ( ex-Secretária e Cultura e ex-deputada estadual ) . Ele é representante de Educação fiscal da receita fedral, especialista em responsabilidade social e terceiro setor pela UFRJ e o contador. Jorge Miguel comandará o processo de novas filiações, a inserção do partido na sociedade e a organização do futuro diretório, “sempre seguindo a orientação de Paulo Marinho.”

No município, o prazo de validade da direção partidária venceu e seus dirigentes não tomaram qualquer iniciativa para fazer o PSDB existir pelo menos  cartorialmente , situação  constatada por Paulo Marinho na maiorid as cidades da Baixada.

 

Texto e fotos: Paulo Cezar Pereira