Nova Iguaçu não tem dinheiro, mas não faltam nomes para Prefeito nas eleições do próximo ano

abril 20, 2019 /

 

A disputa pela Prefeitura de Nova Iguaçu no ano que vem promete ser acirrada,apesar de o caixa municipal não permitir promessas sedutoras para quem for às ruas pedir votos para prefeito. A estimativa do orçamento para este ano é de R$ 1,3 bilhão de receitas com repasses federal,estadual e os impostos e taxas municipais. Deste total, sobram, hoje, pouco mais de R$ 100 milhões para novos investimentos. Atualmente, mais de uma dezena de políticos, alguns deles desinformados sobre a realidade financeira da Prefeitura, já começam a piscar os olhos para os eleitores. No entanto, o deputado federal Luiz Ant:ônio Teixeira Júnior, o Dr. Luiizinho, o mais votado na cidade nas eleições do ano passado, quando obteve 31,188 votos de um total de 103.745 em todo o estado, e o prefeito atual, Rogério Lisboa, só vão priorizar as conversas sobre as eleições em 2020. “Até lá, a própria população vai apontar o melhor caminho”, observa Dr. Luizinho, ex- secretário de Saúde de Nova Iguaçu e do estado.

Nova Iguaçu é a cidade mais complexa do Estado do Rio de Janeiro . A relação receita x habitante , é a segunda pior do Estado , perdendo somente para São Gonçalo , porém diferentemente de São Gonçalo a maioria dos habitantes dos municípios vizinhos buscam os serviços públicos de Nova Iguaçu, sendo os maiores exemplos o Hospital da Posse e a Mariana Bulhões, que ambos fiz ressurgirem do caos e do fechamento quando fui secretário municipal de Saúde . Temos um longo caminho pela frente até as eleições. Como Deputado Federal mais votado, minha atenção ainda não está na eleição, e sim na administração, creio que se ao final desse ano as pessoas reconhecerem como positiva a gestão, fico credenciado a disputar a reeleição , até lá é trabalhar. da cidade vou centrar todas as forças para ajudar o atual prefeito no desenvolvimento de Nova Iguaçu., sobre eleições só falo em 2020 – destaca Dr. Luizinho.

Também ouvido pelo Nova Iguassu Online, Rogério Lisboa, que vive choramingando falta de recursos, se manifestou cautelosamente para as eleições do próximo ano:

Minha atenção ainda não está na eleição, e sim na administração; creio que se ao final desse ano as pessoas reconhecerem como positiva a gestão, fico credenciado a disputar a reeleição . Aaté lá é trabalhar.

Se não fora candidato à reeleição, o atual prefeito poderá lançar o deputado federal Juninho do Pneu, que fez uma campanha milionária e usou toda máquina da Prefeitura para obter 25.197 dos 45.087 votos que lhe dram o mandato pelo Democratas.

Nas últimas eleições para prefeito, em 2016,  Rogério conquistou a Prefeitura de Nova Iguaçu no segundo turno, com  238.081 votos( 63,91%). Ganhou do ex-prefeito Nelson Bornier, dono de três mandatos de prefeito da cidade e de cinco na Câmara dos Deputados. Bornier teve 134.422 votos ( 36,09 %). Perdeu a eleição para prefeito e seus principais aliados, que  fizeram de Dr. Luizinho a nova liderança do município no ano passado. Felipe Bornier, filho de Nelson, teve uma votação pífia em Nova Iguaçu no ano passado: exatos 621 votos. O total dos votos de Nelson Bornier,  que disputou um mandato  de deputado federal pelo PROS, não chegou a 20 mil em todo estado , 13.208 obtidos em Nova Iguaçu. Os votos de Bornier não foram até hoje divulgados oficialmente pela Justiça Eleitoral porque a candidatura dele foi impugnada pelo TRE do Rio. Bornier disputou a eleição protegido por uma liminar. Felipe agora é secretaŕio estadual de Esportes, Lazer e da Juventude, cargo com o qual o governador Witzel pagou ao PROS a fatura do apoio do partido nas eleições do ano passado.

Dos 588.473 eleitores inscritos em Nova Iguaçu nas eleições do ano passado, foram apurados 402.697 ( 72,48%) . Muitos  eleitores votaram em nomes até então desconhecidos publicamente. É o caso de Hélio Fernando Barbosa Lopes, que pegou emprestado o sobrenome e a fama de Jair Bolsonaro. Resultado: obteve 345.234 votos no Estado do Rio, dos quais 19.046 foram obtidos em Nova Iguaçu. Anos atrás, numa eleição municipal, Hélio Negão, como também é conhecido, não chegou a ter 1.000 votos para Vereador por Nova Iguaçu. Até o momento, ele não deu sinais de interesse pela disputa municipal em 2020. O deputado é aquele que, diante dos cinegrafistas das emissoras de televisão, aparece sempre sorrindo atrás do presidente Jair Bolsonaro. Quem está trabalhando dentro do bolsonarismo para ser a candidata do PSL em Nova Iguaçu é a advogada e professora Raquel Stasiaki. Catarinense, ela teve 8.452 votos em Nova Iguaçu de um total de 26.644 no estado. Internamente, ela disputará a vaga para representar o partido do Presidente da República  com o deputado estadual Anderson Moraes, que teve 4.427 votos em Nova Iguaçu de um total de 40.540. Outro interessado em ser  prefeito da cidade é Clébio Lopes, que na última campanha se apresentou como Jacaré. Ele foi, na campanha, mais um amigo de Bolsonaro e teve 8.004 votos.

 

Outros nomes conhecidos também ensaiam suas candidaturas para comandar a Prefeitura de Nova Iguaçu. O deputado estadual Max Lemos, ex-prefeito de Queimados, já começou as articulações para fortalecer seu nome. Um dos caciques do MDB que pertencia ao trio  Sérgio Cabral, Jorge Picciani  e Luiz Fernando Pezão no passado, Max vai trocar o MDB pelo PDT brevemente para driblar o desgaste provocado pelas prisões de seus aliados quando precisou de ajuda para desenvolver a cidade que administrava com sucesso. Oitavo deputado estadual mais votado em Nova Iguaçu, com 7.115 votos, ele tem acesso fácil às lideranças de Austin, Cabuçu e de Miguel Couto para fortalecer sua pretensão. Domicílio eleitoral não é problema: Max  é proṕrietário de um apartamento na área nobre de Nova Iguaçu. Na Alerj, preside a Comissão e Minas e Energia e é membro do Conselho de Ética.

A família Garotinho também voltou a piscar os olhos par a os eleitores de Nova Iguaçu. O próprio ex-governador Anthony Garotinho tem mando espalhar a informação de que vai disputar a Prefeitura, se a Justiça Eleitoral permititr. Caso contrário, sua filha Clarissa, deputada federal, seria o Plano B. Nas eleições do ano passado, pelo PROS, Clarissa obteve 2.623 votos dos eleitores que no passado fizeram de Garotinho e de Rosinha os candidatos a governador do Rio mais votados em Nova Iguaçu. Garotinho, que apoiou Rogério Lisboa para prefeito em 2016, rompeu a relação política meses depois, acusando Lisboa de não ter honrado compromissos na composição do secretariado.

 

Outros nomes estão colocados no xadrez do jogo eleitoral em Nova Iguaçu para 2020: o do ex-Senador Lindberg Farias, do PT, e o da deputada federal Rosângela Gomes, do PRB ( leia-se Igreja Universal do Reino de Deus). Dos 63.952 votos que renovaram o mandato da deputada, 13.869 foram conquistados entre os eleitores que votaram nas 3901 urnas apuradas no município na eleição do ano passado.

Mas a candidatura de Rosângela pode ser, também, para negociar espaço político para seus seguidores na Prefeitura de Nova Iguaçu. Também para negociar, o PC do B vai disponibilizar os nomes de Carlos Ferreira ( 8.090 votos para deputado estadual no ano passado) e o de Fernando Cid, ex-Vereador e atual Secretáio Municipal  de Meio Ambiente.

Por último,  quem também pretende disputar novamente as eleições para Prefeito de Nova Iguaçu é o Delegado Carlos Augusto, que saiu derrotado do pleito em 2016 e na eleição do ano passado foi o deputado estadual mais votado por Nova Iguaçu: 14.048 de um total de 56.969 no estado. Comentarista de segurança pública do SBT_ Rio, a mãe dele mora no munícipio, daí sua opção de domicílio eleitoral.