Estado deve R$ 37 milhões de repasses ao Hospital da Posse, informa Joé Sestello à Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu

abril 18, 2019 /

    O Diretor Geral do Hospital Geral de Nova Iguaçu, Joé Sestello, voltou a revelar à sociedade a dramaticidade do Hospital da Posse, como é conhecida a única referência da saúde pública para casos de emergência na Baixada Fluminense, uma região com mais de 3 milhões de habitantes. As informações do competente, operoso e respeitado Dr. Joé foram prestadas durante uma audiência Pública, na Câmara dos Vereadores, local onde poucas vezes são discutidas as reais necessidades da população.

Para se ter a dimensão da omissão dos vereadores em questões importantes, de um total de 17 eleitos há dois anos, apenas 9 compareceram para ouvir o médico que há anos se dedica a salvar vidas naquele hospital que, embora pertença ao governo federal, está municipalizado há décadas. Ou seja, o hospital é administrado por uma direção nomeada pelo prefeito de Nova Iguaçu.

Há anos que os governadores do Rio prometem resolver a falta de recursos daquele hospital que atende em sua emergência pacientes de praticamente toda a Baixada Fluminense, região cortada por duas rodovias federais: a Washington Luiz e a Presidente Dutra. Na sua apresentação, Joé declarou que o HGNI tem apens 371 leitos, seis salas de cirurgia e 32 leitos de CTI.

“Há municípios que não possuem urgência e emergência e recebem todo mês verba federal”, queixou-se Joé para os Vereadores, ao lamentar, nov amente, a situação de penúria financeira pela qual a Posse passa todos os anos para se manter de pé.

    Segundo Joé, cabe ao governo estadual , atraves de seu setor de auditoria, checar e executar remanejamento de verbas. Ele revelou que o governo estadual deve 37 milhões de reais de repasses ao HGNI. Semanas atrás, o governador Witzel prometeu ajuda de R$ 5 milhões mensalmente para o h ospital da Posse, o que é uma medida paliativa. Joé disse que cobrou inúmeras ajuda financeira  à Concessionária Nova Dutra , que fatura alta com o pedágo de veículos que cruazam diariamentge a rodovia Presidente Dutra no eixo Rio-São Paulo.

“Eles tiveram a coragem de oferecer uma maca ao hospital,” destacou, indignado, Joé Sestello.  O Diretor Geral do Hospital da Posse queixou-se também da Supervia que, em sua opinião,  deveria discutir com a Prefeitura uma proposta de pactuação de atendimento em caso de calamidade. O médico citou o  exemplo do acidente na estação de Mesquita, três aanos atrás, em que 164 vitimas foram atendidas no HGNI.