Bolsonaro, a Firjan, a reforma da Previdência e a ameça de Janaína Paschoal

maio 20, 2019 /

Craque na arte de homenagear quem está no poder, o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, armou  o palanque na hora certa para o Presidente Jair Bolsonaro, hoje, dias depois de o   “Capitão” ser rejeitado pelo prefeito de Nova York num palco que o governo brasileitro tentou, sem sucesso, montar em Nova York  para que o governante brasileiro recebesse o título de  “Personalidade do Ano”, honraria que a Câmara do Comércio Brasil-Estados Unidos teve que levar para a cidade de Dallas porque haveria manifestação contra o “xenófobo”. Bolsonaro precisava do palanque da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, entidade que coordenou a campanha vitoriosa do ex-presidente  Fernando Henrique Cardoso à reeleição no final dos anos 90. Foi na Firjan, cercado pelos empresários que lhe outorgaram a medalha do mérito industrial, que Bolsonaro defendeu a reforma da Previdência, argumentando que, se não for aprovada, em 2024 não haverá dinheiro para pagar os servidores que estiverem na ativa. Bolsonaro só não disse como aprovará as propostas de seu governo sem ter construído até o momento a base de seu governo no Congresso Nacional. O Presidente da República continua achando que se constrói  maioria e se conquista votos de deputados e senadores na base da pressão sobre o Congresso nas redes sociais. Ao ser questionado sobre os erros de seu governo no confronto quase diário com o Congresso, voltou a colocar a culpa na imprensa ao dizer que tudo não passa de “fofoca”. Em Sao Paulo, a advogada Janaína Paschoal, autora do pedido de impeachement que deu origem à cassação do mandato da ex-presidente Dilma Roussef, condenou a convocação de uma manifestação nacional pró Bolsonaro no próximo dia 26. Deputada estadual com mais de dois milhões de votos, pelo PSL de Bolsonaro, Janaína ameaça deixar o partido.