Associação Brasileira de Imprensa se posiciona sobre restrições ao trabalho dos jornalistas na posse de Bolsonaro

janeiro 2, 2019 /

Em nota assinada pelo seu presidente Domingos Meirelles, a Associação Brasileira de Imprensa se manifestou sobre as restrições impostas aos jornalistas credenciados durante a cerimônia de posse do Presidente da República Jair Bolsonaro ontem, dia 1 de janeiro. Confira:

“A Associação Brasileira de Imprensa expressa profunda preocupação com o excesso de restrições impostas aos jornalistas credenciados para a cerimônia de posse do Presidente da República Jair Bolsonaro. Não há registro de comportamento discricionário semelhante na história recente no País. O que se viu em diferentes cenários de Brasília é incompatível com o regime democrático. O respeito à imprensa é um dos principais indicadores das nações que se consideram civilizadas.

A ABI espera que os exageros no trato com os jornalistas sejam creditados à inexperiência da nova criadagem do Palácio do Planalto e dos serviçais que assumiram a segurança periférica do Presidente.

Não é aceitável que repórteres e cinegrafistas sejam mantidos durante horas em determinados locais, como se estivessem em cárcere privado, impedidos de se locomoverem, e até de falar com o público.

Não se pode confinar a imprensa em alambrados como gado de corte. Estamos convencidos de que as patuscadas que enodoaram a cerimônia de posse acabem se circunscrevendo a esses deploráveis episódios, e não voltem a se repetir.

A construção da democracia é um exercício diário que exige submissão aos mandamentos da Constituição além de extraordinária capacidade de doação e respeito pelo outro.

A partir de hoje, Jair Bolsonaro é o Presidente de todos os brasileiros, mesmo daqueles que não o honraram com o seu voto, nas eleições de outubro. O Novo Mandatário também precisa ser alertado que a campanha eleitoral terminou”.

Foto: Divulgação

Aloma Carvalho