Assassinatos de mulheres crescem 167% na cidade de SP, diz estudo

novembro 5, 2019 /

Os feminicídios aumentaram 167% na cidade de São Paulo. Conforme o Mapa da Desigualdade, realizado pela Rede Nossa São Paulo e divulgado nesta terça-feira (5), os números de assassinatos de mulheres foram de 97 para 259 na capital paulista na comparação entre os anos de 2017 e 2018.

Pela primeira vez o estudo incluiu feminicídio e violências contra mulheres, LGBTs e negros. “A pesquisa revelou uma São Paulo machista, racista e preconceituosa”, afirma Carolina Guimarães, coordenadora da instituição.

Conforme os dados da Rede Nossa São Paulo, a violência contra a mulher, que não inclui dados sobre morte de mulheres, também aumentou em 2018 na comparação com o ano anterior, e saltou de 54.386 para 82.233 casos — o que representa um aumento de 51%.

Em relação aos casos de violência e injúria racial, a pesquisa mostra um aumento de 1.260 para 1.536 casos, um crescimento de 22%. “Esses dados refletem histórias de pessoas muito corajosas que conseguiram romper uma barreira para chegar à delegacia”, diz Guimarães.

A pesquisadora explica que a violência contra a mulher é analisada nas categorias física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. “Para não se chegar ao feminicídio, é preciso fortalecer mecanismos de prevenção e acolhimento”, afirma.

Segundo ela, “não se pode perder de vista que vivemos sob uma cultura machista, em que a mulher tem mais espaço de fala em diversas esferas, mas, sobretudo, sobre o que se configura como violência”.

Alguns aspectos, diz Guimarães, ajudam a explicar o aumento de percentual, como o maior número de delegacias especializadas e a conscientização estimulada pela Lei Maria da Penha. “Antes, a violência contra a mulher estava atrelada à violência física. Hoje, há um entendimento sobre as demais formas que configuram o crime.”

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.