Assaltos a ônibus no Rio tem aumento de 21% em relação ao ano passado

junho 12, 2019 /

    • Mil e quinhentos assaltos a ônibus foram registrados no estado do Rio de Janeiro desde o início deste ano, resultando num aumento de 21% em relação a todo ano de 2018, quando aconteceram 1200 assaltos a coletivos. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (12/06) pelo gerente de Planejamento e Controle da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Rio (Fetranspor), Guilherme Wilson Conceição, durante audiência pública das comissões de Transportes e de Segurança Pública e Assuntos de Polícia, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

      Mas o perigo aos passageiros não acontece somente dentro dos coletivos, mas também nos 22 mil pontos de ônibus espalhados pelo estado, principalmente entre 4h e 5h30 da manhã. Wilson Conceição disse ainda que o agravamento da crise da segurança pública tem contribuído para o aumento da violência nos coletivos de uma forma geral. “Os índices de criminalidade estão aumentando em ônibus desde 2014. Implantamos câmeras de segurança em todos os coletivos da região metropolitana. Mas observamos que só as câmeras não têm sido suficientes para inibir esse tipo de delito. Precisamos de um trabalho de inteligência para combatermos os roubos em horários e locais onde há casos reincidentes, e nossas informações e imagens estão disponíveis para as as forças de segurança”, destacou.

      Os usuários dos trens da SuperVia, concessionária que administra a malha ferroviária, também correm risco todos os dias por causa da insegurança. Segundo José Carlos Prober, presidente da empresa, um dos fatores para o aumento de delitos nas estações é o baixo efetivo de segurança. “Quando o antigo batalhão ferroviário, com 400 agentes, foi transformado em um grupamento ferroviário, o efetivo diminuiu para 80 agentes apenas. Mas graças a um convênio com o Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis), da Polícia Militar, conseguimos mais de vinte militares para a nossa segurança, mas o número ainda é insuficiente”, destacou José, lembrando que a malha ferroviária necessita ainda de um batalhão ferroviário e que só no ano passado foram gastos pela SuperVia R$ 32 milhões com segurança.

      Segurança no Metrô

      Já o diretor de operações do Metrô Rio, Daniel Habib, relatou baixos registros de delitos e se disse satisfeito com a segurança dos passageiros. “Hoje, nós temos menos de uma ocorrência por milhão de passageiros. É um dos melhores resultados do mundo. Temos 500 agentes de segurança especificamente nas estações, com mais 700 pessoas trabalhando indiretamente com a segurança como condutores e auxiliares de estação.Todo o sistema é monitorado com 1.800 câmeras disponíveis e quando as ocorrências acontecem elas são elucidadas na maioria das vezes por conta da nossa interface com a Polícia Militar”, afirmou Habib.

       

       


Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.