Arraiá em Queimados

junho 27, 2019 /

Muito milho, pipoca, caldos e bolos. Estas foram algumas das comidas típicas que marcaram as festas juninas realizadas pela Prefeitura de Queimados, nesta quinta-feira (27). Pela manhã, o Núcleo de Álcool e Drogas (NAD) convidou a população do bairro Vila Nascente, os pacientes do espaço e seus familiares para aproveitarem a brincadeira. Já na parte da tarde foi a vez das crianças do Abrigo Municipal caírem na folia.

Mesmo com tantas comidas típicas, o NAD não perdeu seu foco. O espaço oferece acompanhamento semanal com psicólogo e psiquiatra, grupo terapêutico, atendimento individual e musicoterapia para os dependentes químicos. Segundo a psicóloga Rose Brandão a ideia da festa é integrar a equipe e os pacientes. “Os convidamos para um momento de lazer, afinal é uma inciativa que visa aproximar os pacientes da equipe e acompanhar suas evoluções. Aqui podemos também integrar a comunidade que vive aqui e apresentar o projeto”, afirma a servidora.

A paciente Ana Paula (39) conta que já faz parte do quadro de pacientes há quase 2 anos. “O NAD é como a minha família, foi aqui que entendi o quanto eu precisava de ajuda. Eu não tinha nada quanto eu entrei, mas em apenas dois meses de acompanhamento eu já havia arrumado um emprego. Eles nos preparam para a vida lá fora e a gente volta para trazer mais gente aqui pra dentro”, conta a camareira.

O Núcleo de Álcool e Drogas está localizado na rua Maria Luzia, 14 – Vila nascente e funciona de segunda a sexta das 8 às 18h.

Festa da criançada

Durante a tarde foi a vez das crianças dos abrigos municipais de Queimados se juntarem para fazer uma grande festa junina. As coordenadoras dos abrigos falaram da importância de levar a vivência de diversas culturas para essas crianças. “Quando vivem com suas famílias eles participam de festas e quando são afastados deles temos que nos responsabilizar por sua sociabilização”, disse a coordenadora do Abrigo Municipal, Julia Pessoa.

Já a Coordenadora do Abrigo Municipal de Adolescentes, Carolina Bissoli, falou a necessidade de aproximar os dois abrigos existentes na cidade. “Algumas crianças que chegam aqui tem seus irmãos e irmãs afastados para o outro abrigo, por motivo de idade e gênero. Esse momento de festa é uma oportunidade de permitir que eles convivam”, conclui a psicóloga.

Aloma Carvalho