Alunos da Firjan SENAI Nova Iguaçu visitam o mais moderno moinho de trigo da América Latina

setembro 11, 2019 /

Proprietária de uma padaria há 16 anos em Nova Iguaçu, Mônica Cristina Alves, 34, decidiu há um pouco mais de dois anos sair do escritório e buscar qualificação profissional na Firjan SENAI. Segundo ela, com a melhoria do serviço, as vendas já aumentaram cerca de 30%. “Com os cursos de Panificação, Confeitaria Fina e Tradicional, inovamos na produção e acrescentamos dez novos itens ao nosso cardápio, diminuímos o desperdício e aprimoramos a qualidade dos produtos. Passamos ainda a ter uma visão do todo e, por isso, estamos investindo na infraestrutura e na logística da loja”, destaca a empresária e estudante, que levou dois de seus 13 funcionários para também se aperfeiçoarem.

Mônica Alves, proprietária da padaria Via Country, em Nova Iguaçu

Como parte do curso, Mônica e mais cerca de 40 alunos de Panificação e de Confeitaria da Firjan SENAI Nova Iguaçu deixaram a sala de aula para conhecerem a fábrica da Bunge Brasil, em Duque de Caxias, uma das maiores empresas de alimentos e agronegócio do país. A iniciativa é uma parceria com o Sindicato das Indústrias de Massas Alimentícias, Panificação, Confeitaria e Afins da Baixada Fluminense (Simapan). Em dois dias de treinamento, um com foco em produção de salgados e o outro em confeitaria, o tour pela empresa foi dividido em três etapas: degustação, visita ao processo do mais moderno moinho de trigo da América Latina e prática. Os estudantes estavam acompanhados do professor da Firjan SENAI Rogê Portela.

Alunos da Firjan SENAI Nova Iguaçu visitam a empresa Bunge em Duque de Caxias

Sandra Imperial, diretora do Simapan, explicou que buscar qualificação é investir em um futuro melhor para os profissionais e suprir as necessidades de um mercado de trabalho cada vez mais exigente. “É muito enriquecedora a experiência de conhecer o mais moderno moinho de trigo da América Latina, onde são escolhidos grãos de qualidade que garantem um excelente produto final e os mesmos são moídos e tratados, enfim, onde todo o processo começa até chegar às cozinhas”, explicou Sandra, que informou ainda que o Sindicato fornece para os associados um banco de dados com profissionais capacitados.

Com investimentos de R$500 milhões, a Bunge Brasil construiu em Duque de Caxias uma unidade totalmente automatizada, utilizando tecnologia de ponta desde o recebimento da matéria-prima, passando pela classificação e beneficiamento dos grãos, até monitoramento e controle dos equipamentos de moagem e envase. Em todo o mundo, existem apenas 20 equipamentos similares ao que realiza o envase de farinha de trigo no Moinho Fluminense. Projetado para ser o mais moderno da América Latina, o novo Moinho Fluminense tem capacidade para moer mais de 600 mil toneladas de trigo por ano, em uma área de 7.000m², o que representa um aumento de mais de 50% sobre o que era processado.

Através dos cursos de Panificação e de Salgados da Firjan SENAI, a estudante Vanessa Pires, 39 anos, que há seis trabalha com bolos e docinhos, expandiu a produção e aumentou a clientela. A autônoma diz que agora pensa em fazer Confeitaria para aprimorar os doces que já produz. “Tinha curiosidade em conhecer a fundo o produto que eu uso na minha cozinha e que faz toda diferença na qualidade dos alimentos que eu vendo. É muito importante ver na prática tudo o que aprendemos sobre a teoria do grão. Saio dessa visita com uma bagagem recheada de conhecimento e com uma visão ainda mais ampla de onde quero chegar com o meu comércio”, concluiu.

Sobre a Bunge

No Brasil há 111 anos, a Bunge é a maior exportadora do agronegócio e uma das principais no setor de alimentos e ingredientes para a indústria. São cerca de 17 mil funcionários, que atuam para contribuir com a produção de alimentos e fazer com que produtos de alta qualidade cheguem à mesa de milhares de consumidores todos os dias.

Eleita a empresa sustentável de 2015 pelo Guia Exame de Sustentabilidade e reconhecida pela revista Você S/A como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar, a Bunge compra e processa grãos, como soja, trigo e milho; produz alimentos, como óleos, margarinas, maioneses, farinhas de trigo, molhos e atomatados; comercializa azeite, arroz; presta serviços portuários; produz açúcar, etanol e bioenergia.

São mais de 100 instalações no Brasil, entre fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição e silos, em 17 estados e no Distrito Federal. Marcas como Soya, Delícia, Primor, Salada, Cardeal, Salsaretti, Suprema e Gradina fazem parte da história de milhares de pessoas e de uma das maiores empresas de agronegócio e alimentos do Brasil.

Fotos: Antonio Ferreira/ Divulgação

Aloma Carvalho