Alerj entrega Diploma Heloneida Studart de Cultura a 41 homenageados

junho 18, 2019 /

Em solenidade no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com a presença de cerca de 350 convidados, foi entregue na noite dessa segunda-feira (17/06) o Diploma Heloneida Studart de Cultura a 41 agraciados. Esta é a sexta edição do Diploma, concedido pela Comissão de Cultura da Alerj, presidida pelo deputado Eliomar Coelho (PSol), que reconhece artistas e entidades que contribuem para o fortalecimento da cultura e da arte no Estado do Rio.

Ao todo, foram 114 pessoas e instituições inscritas e avaliadas pelo grupo. Entre elas, diversos projetos voltados à música, poesia, dança e ao teatro. Durante a cerimônia, o público pôde assistir à apresentação “Hip Hop Samba”, composta por cinco integrantes do Instituto Efeito Urbano e pelo rapper W-Black. Segundo a representante do Instituto, Ellen Costa, o diploma revela à sociedade que o trabalho desempenhado pela companhia há oito anos, no Morro da Providência, é um poderoso agente de transformação social. “É uma representatividade. Como toda favela no Brasil, a Providência está à margem, nós lutamos e resistimos cotidianamente para fazer cultura lá em cima. Então, ser essa primeira mulher, preta e favelada a receber um prêmio em nome de toda uma comunidade me deixa muito lisonjeada. Que isso sirva de estímulo a todas as pessoas com pouca visibilidade social”, afirmou. O rapper e produtor do “Islam Vila Isabel”, W-Black, também comentou com entusiasmo a honraria da Casa. “Há dois anos organizamos o evento de poesia falada em praça pública. Para mim é uma honra ser premiado e poder trazer um pouco desse trabalho a um espaço como a Alerj”.

Cultura no estado

Outras intervenções artísticas também enriqueceram a entrega da premiação. Sob a direção de Marcelo Reis, alunos da Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna, da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), interpretaram um trecho do espetáculo “Marakanãde”, que enaltece a ancestralidade indígena do Rio de Janeiro. Para o diretor, o teatro transcende os limites da educação formal. “A cultura e a arte dão um sentido maior às nossas vidas. Desse modo, é muito importante que o parlamento reconheça os fazedores de cultura de todo o estado e não só àquelas pessoas que aparecem na grande mídia o tempo todo”.

De acordo com presidente da comissão, deputado Eliomar Coelho, o diploma é uma maneira de continuar incentivando as manifestações culturais no estado mediante o momento crítico de baixo incentivo financeiro à área. “Estamos vivendo um período calamitoso no qual se tenta retirar os recursos que sempre foram destinados à cultura. Nós queremos exatamente o contrário: que haja mais investimentos para que essa pauta seja ampliada. O Rio de Janeiro possui belíssimas manifestações culturais de caráter popular, feitas pelo povo que, mesmo sem estímulo e apoio do estado, permanecem firmes e fortes nos trazendo felicidade”, exaltou o parlamentar. Os deputados Carlos Minc (PSB) e Waldeck Carneiro (PT) também compareceram à cerimônia.

Surgimento do diploma

Criado em 2009 por meio da Resolução nº 874/09, o diploma carrega o nome da escritora e ex-deputada estadual Heloneida Studart. Eleita parlamentar seis vezes, ela se destacou por sua atuação feminista. Na Casa, participou, durante a Constituinte, do chamado “lobby do batom”, para a inclusão dos direitos trabalhistas da mulher, incluindo os 120 dias de licença-maternidade. Antes de falecer, em 2007, ela foi nomeada diretora do Centro Cultural da Alerj e do Fórum de Desenvolvimento Estratégico.

Natural do estado do Ceará, Helô, como chamavam os mais próximos, veio para o Rio aos 16 anos, atuando como jornalista e escritora. O Correio da Manhã, o Diário de Notícias e a revista Manchete foram alguns dos veículos para os quais ela escreveu. Heloneida também deixou uma série de obras literárias, como romances, ensaios, crônicas e peças teatrais. “Aos que, como a Helô, dedicam suas vidas à cultura, nada mais justo que o Diploma Heloneida Studart como reconhecimento àqueles que fazem a cultura do estado do Rio de Janeiro”, finalizou o presidente da Comissão de Cultura da Alerj.

CONFIRA A LISTA DE PREMIADOS:

1. Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna – Rio de Janeiro – Arte Pública e Cultura Urbana, Gestão Cultural e Formação Técnica, Patrimônio Cultural: Material, Imaterial, Memória, Museus, Arquivo, Arquitetura e Urbanismo;

2. GRCESM Mangueira do Amanhã – Rio de Janeiro – Culturas Populares: Artesanato, Cultura Afro-Brasileira, Cultura Indígena e demais povos e/ou comunidades tradicionais, Música, Patrimônio Cultural: Material, Imaterial, Memória, Museus, Arquivo, Arquitetura e Urbanismo;

3. Umbanda Brasileira – São Gonçalo/Leste Fluminense – Culturas Populares: Artesanato, Cultura Afro-Brasileira, Cultura Indígena e demais povos e/ou comunidades tradicionais, Patrimônio Cultural: Material, Imaterial, Memória, Museus, Arquivo, Arquitetura e Urbanismo;

4. Instituto Portela Cultural – Rio de Janeiro – Arte Pública e Cultura Urbana, Artes Integradas, Audiovisual: Cinema, Comunicação Comunitária e afins, Culturas Populares: Artesanato, Cultura Afro-Brasileira, Cultura Indígena e demais povos e/ou comunidades tradicionais, Gastronomia: popular, artesanal, comunitária, regional e/ou urbana, Gestão Cultural e Formação Técnica, Literatura: Livro, leitura, bibliotecas, pesquisa e afins, Música, Patrimônio Cultural: Material, Imaterial, Memória, Museus, Arquivo, Arquitetura e Urbanismo;

5. Wanderley Monteiro – Rio de Janeiro – Música;

6. CREASF – Centro de Referências e de Estudos Afro do Sul Fluminense – Pinheiral/Médio Paraíba – Culturas Populares: Artesanato, Cultura Afro-Brasileira, Cultura Indígena e demais povos e/ou comunidades tradicionais;

7. Quilombo do Camorim – ACUQCA – Rio de Janeiro – Culturas Populares: Artesanato, Cultura Afro-Brasileira, Cultura Indígena e demais povos e/ou comunidades tradicionais, Patrimônio Cultural: Material, Imaterial, Memória, Museus, Arquivo, Arquitetura e Urbanismo;

8. Associação Cultural Companhia de Aruanda – Rio de Janeiro – Arte Pública e Cultura Urbana, Artes Cênicas: Circo, Teatro, Dança e afins, Culturas Populares: Artesanato, Cultura Afro-Brasileira, Cultura Indígena e demais povos e/ou comunidades tradicionais, Patrimônio Cultural: Material, Imaterial, Memória, Museus, Arquivo, Arquitetura e Urbanismo;

9. Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano – Rio de Janeiro – Arte Pública e Cultura Urbana, Gastronomia: popular, artesanal, comunitária, regional e/ou urbana, Música;

10. Bacharelado em Produção Cultural do IFRJ/Nilópolis – Nilópolis/Baixada Fluminense – Audiovisual: Cinema, Comunicação Comunitária e afins, Gestão Cultural e Formação Técnica;

11. Centro Cultural Phábrika – Rio de Janeiro – Arte Pública e Cultura Urbana, Artes Cênicas: Circo, Teatro, Dança e afins, Artes Integradas, Artes Visuais: Plásticas, Designs, Artes Digitais, Moda e afins, Audiovisual: Cinema, Comunicação Comunitária e afins, Culturas Populares: Artesanato, Cultura Afro-Brasileira, Cultura Indígena e demais povos e/ou comunidades tradicionais, Gestão Cultural e Formação Técnica, Literatura: Livro, leitura, bibliotecas, pesquisa e afins, Música, Patrimônio Cultural: Material, Imaterial, Memória, Museus, Arquivo, Arquitetura e Urbanismo;

12. NAPROCULT/UFRJ – Núcleo de Apoio à Produção Cultural da UFRJ – Rio de Janeiro – Gestão Cultural e Formação Técnica;

13. Peneira – Rio de Janeiro – Arte Pública e Cultura Urbana, Artes Cênicas: Circo, Teatro, Dança e afins, Artes Integradas, Audiovisual: Cinema, Comunicação Comunitária e afins, Literatura: Livro, leitura, bibliotecas, pesquisa e afins;

14. MacacuCine – Festival Internacional de Cinema Escolar – Cachoeira de Macacu/ Serrana – Audiovisual: Cinema, Comunicação Comunitária e afins;

15. Movimento de Resistência Cultural O Samba Brilha – Rio de Janeiro – Música;

16. Rosa Perdigão – Rio de Janeiro – Culturas Populares: Artesanato, Cultura Afro-Brasileira, Cultura Indígena e demais povos e/ou comunidades tradicionais;

17. William Corrêa de Melo (W-Black) – Rio de Janeiro – Arte Pública e Cultura Urbana, Literatura: Livro, leitura, bibliotecas, pesquisa e afins;

18. Alberto Sena – Itaboraí/Leste Fluminense – Audiovisual: Cinema, Comunicação Comunitária e afins;

19. Centro de Teatro do Oprimido – Rio de Janeiro – Artes Cênicas: Circo, Teatro, Dança e afins;

20. Oficina de Escrita para Mulheres – Rio de Janeiro – Literatura: Livro, leitura, bibliotecas, pesquisa e afins;

21. Orquestra de Metais e Percussão Maestro Ilson de Lima – Itaguaí/Costa Verde – Arte Pública e Cultura Urbana, Artes Integradas, Música;

22. Cia Atos e Atores – Rio de Janeiro – Artes Cênicas: Circo, Teatro, Dança e afins;

23. Zequinha Miguel – Angra dos Reis/Costa Verde – Arte Pública e Cultura Urbana, Artes Cênicas: Circo, Teatro, Dança e afins, Artes Integradas, Artes Visuais: Plásticas, Designs, Artes Digitais, Moda e afins, Audiovisual: Cinema, Comunicação Comunitária e afins, Culturas Populares: Artesanato, Cultura Afro-Brasileira, Cultura Indígena e demais povos e/ou comunidades tradicionais, Gestão Cultural e Formação Técnica, Literatura: Livro, leitura, bibliotecas, pesquisa e afins, Música, Patrimônio Cultural: Material, Imaterial, Memória, Museus, Arquivo, Arquitetura e Urbanismo;

24. Favela Orgânica – Rio de Janeiro – Gastronomia: popular, artesanal, comunitária, regional e/ou urbana;

25. Celio Reginaldo Moreira Pimentel – Araruama/Baixada Litorânea – Audiovisual: Cinema, Comunicação Comunitária e afins;

26. Coletivo Flores – Macaé/Norte Fluminense – Artes Cênicas: Circo, Teatro, Dança e afins;

27. Marcos Moura – Itaboraí/Leste Fluminense – Artes Cênicas: Circo, Teatro, Dança e afins, Audiovisual: Cinema, Comunicação Comunitária e afins, Literatura: Livro, leitura, bibliotecas, pesquisa e afins, Música;

28. Instituto Efeito Urbano – Rio de Janeiro – Arte Pública e Cultura Urbana, Artes Cênicas: Circo, Teatro, Dança e afins;

29. Grupo Musicultura – Rio de Janeiro – Gestão Cultural e Formação Técnica, Música, Patrimônio Cultural: Material, Imaterial, Memória, Museus, Arquivo, Arquitetura e Urbanismo;

30. Rede Baixada em Cena – Nova Iguaçu/Baixada Literária – Artes Cênicas: Circo, Teatro, Dança e afins;

31. Funcionárias da B.I.C.A. – Maria Carmem Moraes Lomar, Maria da Graça de Paiva e Mello Santos, Maria das Graças Campos de Matos e Ana Maria Gonzáles – Rio de Janeiro – Arte Pública e Cultura Urbana, Artes Cênicas: Circo, Teatro, Dança e afins, Artes Integradas, Artes Visuais: Plásticas, Designs, Artes Digitais, Moda e afins, Audiovisual: Cinema, Comunicação Comunitária e afins, Culturas Populares: Artesanato, Cultura Afro-Brasileira, Cultura Indígena e demais povos e/ou comunidades tradicionais, Literatura: Livro, leitura, bibliotecas, pesquisa e afins, Música, Patrimônio Cultural: Material, Imaterial, Memória, Museus, Arquivo, Arquitetura e Urbanismo;

32. Instituto Onikoja – Rio de Janeiro – Culturas Populares: Artesanato, Cultura Afro-Brasileira, Cultura Indígena e demais povos e/ou comunidades tradicionais;

33. Marcia Teodoro Fernandes – Volta Redonda/Médio Paraíba – Gestão Cultural e Formação Técnica;

34. Katia Pinno – Rio de Janeiro – Literatura: Livro, leitura, bibliotecas, pesquisa e afins; 35. Antonio Seixas – Magé/Leste Fluminense – Literatura: Livro, leitura, bibliotecas, pesquisa e afins, Patrimônio Cultural: Material, Imaterial, Memória, Museus, Arquivo, Arquitetura e Urbanismo;

36. Cypher NA Rua – Duque de Caxias/Baixada Fluminense – Arte Pública e Cultura Urbana;

37. Coletivo em Silencio – Rio de Janeiro – Artes Integradas;

38. Grupo de Choro e Samba Pixin Bodega – Rio de Janeiro – Música;

39. Clube do Livro Entrelinhas – Campos dos Goytacazes/Norte Fluminense – Literatura: Livro, leitura, bibliotecas, pesquisa e afins;

40. Carlos Eduardo Fingolo Tostes -Miracema/Noroeste – Patrimônio Cultural: Material, Imaterial, Memória, Museus, Arquivo, Arquitetura e Urbanismo;

41. Clementino Junior – Rio de Janeiro – Audiovisual: Cinema, Comunicação Comunitária e afins.

Foto: Tainá Lima | Texto: Luan Damasceno / Alerj
 

 

Paulo Cézar

PAULO CEZAR PEREIRA, também chamado de PC ou Paulinho da Baixada, aprendeu jornalismo nas redações de alguns principais veículos – rádios,jornais e revistas. Conheceu, como Repórter Especial do GLOBO, praticamente todos os estados brasileiros, as duas antigas Alemanhas antes da reunificação, Suiça, Austria, Portugal, França, Itália, Bélgica, Senegal, Venezuela, Panamá, Colômbia e a Costa Rica. É casado com Ana Maria e tem três filhas que já lhe deram cinco netos. Tem três paixões: a família, o jornalismo e o Flamengo. No passado, assessorou um governador, um senador, dois prefeitos e vários deputados. Comandou a área de Comunicação de Nova Iguaçu num total de 12 anos. Já produziu três livros : um para a Coleção Tiradentes, outro contando a evolução de Nova Iguaçu quando a cidade completou 170 anos, e o do jubileu de ouro da Diocese de Nova Iguaçu.