ABI condena atitude de Jair Bolsonaro após publicação obscena em rede social

março 7, 2019 /

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Domingos Meireles, emitiu nota oficial repudiando a atitude de Jair Bolsonaro após a polêmica referente ao vídeo publicado pelo Presidente da República em sua conta no Twitter, na última terça-feira (5). Confira:

“A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) condena com veemência a postura do Presidente Jair Bolsonara em compartilhar vídeos pornográficos de integrantes de um bloco carnavalesco de São Paulo através de sua conta pessoal no Twitter. Ao exibir cenas deploráveis por intermédio dessa plataforma, com o objetivo de criticá-las. Sua Excelência acabou por viraliza-las ainda mais pelas redes sociais, produzindo repercussão oposta ao que preconiza o bom senso.

Esse episódio esdrúxulo, que permite diferentes leituras, revela que o Presidente continua pautando-se mais pelo fígado do que pela razão e lucidez. No momento em que postou esses vídeos, Jair Bolsonaro violou regras estabelecidas pelo Twitter sobre política de privacidade e os termos  que regem o compartilhamento dos seus usuários, além de afrontar a legislação em vigor.

Não pode um Presidente da República manifestar-se também de forma preconceituosa contra o Carnaval, demonizando a maior festa popular do País, através de um ato libidinoso isolado. Aos reagir de forma biliosa como fez Sua Excelência, poderá ser punido pelo próprio Twitter.

Jair Bolsonaro corre risco de ser ainda responsabilizado por improbidade administrativa como define a Lei 1079 da Constituição Federal. Ela estabelece, entre outros crimes contra a administração, “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”.

O exercício da Presidência da República exige acima de tudo equilíbrio, sensibilidade, moderação de linguagem, majestade e altivez.

Os auxiliares de Sua Excelência devem convencê-lo a descer de vez do palanque, informando-o que a campanha eleitoral já terminou. Esperamos também que o alertem para o Bem da Nação, de que twittar não é o mesmo que governar”.

Aloma Carvalho